Devido a morte de civis, Iraque pausa ofensiva contra o EI em Mossul

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As forças do governo iraquiano pausaram neste sábado (25) sua ofensiva para retomar Mossul dos extremistas do Estado Islâmico (EI) devido ao grande número de vítimas civis, informaram as autoridades de segurança locais.

O anúncio da suspensão temporária da operação ocorre um dia depois de a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, que dá apoio aéreo à ofensiva iraquiana, anunciar que está investigando os relatos de que uma série de bombardeios teria provocado a morte de cerca de 200 civis na área de Jadidah, na periferia da cidade.

A ONU (Organização das Nações Unidas) expressou preocupação com a situação. "Estamos chocados com essa terrível perda de vida", disse em comunicado Lise Grande, coordenadora humanitária da ONU para o Iraque.

Os relatos sobre a quantidade de mortos são conflitantes, e socorristas e residentes de Mossul dizem que muitas pessoas continuam soterradas sob os escombros de prédios destruídos após os bombardeios.

Segundo a agência de notícias Reuters, há suspeitas de que os ataques aéreos tenham atingindo um caminhão do EI com explosivos, destruindo vários prédios.

Os relatos de civis mortos após os ataque aéreos são similares aos reportados na Síria. Na semana passada, as forças militares dos EUA admitiram a realização de um bombardeio que atingiu uma mesquita na província de Aleppo e deixou 46 mortos -segundo os EUA, porém, a mesquita não era o alvo, e sim posições da rede terrorista Al Qaeda.

A segunda maior cidade iraquiana é palco de uma batalha contra o EI. Cada vez mais enfraquecida em Mossul, a facção se concentra na zona oeste da cidade.

Cerca de 2.000 militantes, segundo uma estimativa da coalizão, estão escondidos na zona oeste de Mossul em meio a 700 mil civis. Combatentes estão usando a maioria desses reféns civis como escudos humanos, ao mesmo tempo em que forçam alguns a fugir para acobertar a movimentação de suas tropas.