Devotos celebram o Dia de Iemanjá na Barra e em Copacabana

Gilberto Porcidonio e Luiza Moraes
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Luiza Moraes

RIO - A pandemia não diminiu o entusiasmo dos fiéis das religiões de matriz africana que compareceram, neste Dia de Iemanjá, ao Quebra Mar, na Barra, para celebrar o dia da Rainha do Mar nas religiões de matriz africana. A partir de meio-dia, muitos devotos prestaram suas homenages respeitando os protocolos da pandemia, que pede pelo uso de máscaras faciais e pelo distanciamento social.

Organizador da celebração, o ogan Israel Evangelista, coordenador do Movimento Afro Religioso RJ/Cenarab/Conen, criou o evento em 2012 com o objetivo de discutir a intolerância religiosa. Na ocasião, ele se reuniu com Aluizio Pica Pau, presidente da Associação de Pescadores Livres e Amigos da Barra da Tijuca e Adjacências (Apelabata) após a imagem de Iemanjá que pertencia à associação ter sido apedrejada mais de três vezes no mesmo ano, ficando destruída. Assim, foi criado o projeto "Yemọja: louvando a Rainha do Mar".

— Eu vim de Salvador com o objetivo de discurtirmos a intolerância religiosa e conseguimos que o dia 21 de janeiro se tornasse o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Dentro desse princípio, nós consolidamos essa parceria com a Apelabata mediante uma procissão do posto 2 até aqui, no Quebra Mar — disse Israel.

De acordo com o ogan, a reunião não foi amplamente divulgada justamente com o objetivo de louvar Imenajá e não perder a data sacra que é o 2 de Fevereiro. A imagem da orixá, feita de concreto, passou por uma reforma recente feita pelo Prêmio Ações Locais, da prefeitura, e pesa 780kg:

— Hoje nós também vamos consagrar essa imagem com a presença do Babalaô Xangô, um africano que veio para passar uma mensagem de fé e de sucesso na vida de todos os presentes.

A Praia de Copacabana também recebeu devotos espráidcosdurante a tarde, que chegaram vestidos branco e realizando rezas, cantos e oferendas da areia da praia.