Dez anos depois: como estão e onde jogam os campeões da Copinha de 2011 pelo Flamengo

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Há dez anos, o Flamengo conquistava o segundo título da Copa São Paulo de Futebol Junior, a Copinha, em sua história. Um time que tinha nomes como Adryan, Lorran, Muralha e Negueba encerrou uma seca na principal competição de base do Brasil que já durava 21 anos.

O título veio com vitória por 2 a 1 sobre o Bahia na decisão, em partida disputada no Pacaembu. Frauches e Negueba marcaram os gols rubro-negros, enquanto Rafael Gladiador marcou o gol baiano. A conquista coroou uma geração vista com muito expectativa por clube e torcida, mas que teve dificuldades para se firmar nos profissionais.

Craque da competição, Negueba tornou-se um dos nomes mais conhecidos do futebol brasileiro. O goleiro César, que permanece na Gávea até hoje, e o zagueiro Marllon Borges são outros jogadores que seguem na elite do futebol brasileiro. Nomes como Adryan, Rafinha, Frauches e Muralha trilharam caminhos fora do país, em cenários como a Europa e o futebol asiático.

Relembre quem foram os onze titulares e como eles seguiram sua carreira após a conquista:

César

Goleiro com passagens por seleções de base e tratado como uma das principais revelações do Flamengo da época, César segue no rubro-negro até hoje. Chegou a ser emprestado a Ponte Preta e Ferroviária, além de ter ganhando a titularidade em alguns momentos na passagem pela Gávea, como na campanha da Copa Sul-Americana de 2007. Aos 29 anos, soma 65 jogos pelo Fla.

Alex Santos

O lateral-direito não seguiu no Flamengo após aquela temporada e passou um período no Vitesse, da Holanda. Chegou a atuar pelo Botafogo e passou por Tombense, Tigres do Brasil, Atlético Tubarão e Rio São Paulo. Em 2022, disputará o Campeonato Brasiliense pelo Gama.

Marllon Borges

O zagueiro teve poucas oportunidades no rubro-negro quando surgiu e acabou rodando por empréstimo por Duque de Caxias, Rio Claro, Boavista e Santa Cruz. A reviravolta na carreira após deixar a Gávea veio nas passagens por Atlético Goianiense — onde foi campeão da Série B — e Ponte Preta, entre 2016 e 2017. Na macaca, chamou atenção do Corinthians e integrou os elencos campeões paulistas em 2018 e 2019. Chegou a atuar por empréstimo no Cruzeiro e disputou o último Brasileirão pelo Cuiabá.

Frauches

Autor do primeiro gol do Flamengo na decisão contra o Bahia, o zagueiro foi mantido por algumas temporadas no elenco do Flamengo, mas ganhou poucas oportunidades. Em 2015, foi emprestado a Macaé e Boavista. Suas últimas experiências foram no futebol da Tailândia, por Army United e Siam Navy. Em entrevista concedida em julho ao jornal "Lance", o zagueiro de 29 anos, campeão mundial sub-20 com a seleção brasileira, revelou a vontade de retornar ao futebol do país.

Anderson Santos

Irmão gêmeo de Alex Santos, seguiu caminho parecido por Vitesse, Botafogo e Tombense. Depois, se aventurou pelo futebol regional, com passagens por clubes como XV de Piracicaba, Cianorte e Portuguesa. Em dezembro, foi anunciado pelo Votuporanguense para a disputa da Série A3 do Paulistão.

Muralha

Luiz Philipe Lima Oliveira, o Muralha, era um dos grandes talentos do futebol carioca. O volante trocou o Vasco pelo rival Flamengo ainda na base e chegou a enfrentar polêmica interna pelo apelido. Teve algumas chances no profissional do rubro-negro até 2014 e chegou a ser elogiado pelo então técnico Vanderlei Luxemburgo quando subiu, mas eventualmente perderia espaço. Rodou por Portuguesa, Bragantino e Luverdense por empréstimo antes de se aventurar na Ásia. Na Coreia do Sul, jogou por Pohang Steelers e Seongnam. Já na Arábia Saudita, onde joga atualmente, passou por Al-Hazm antes de chegar ao Al-Qadisiya. Tem 28 anos.

Rafinha

O meia-atacante só estreou entre os profissionais em 2013, mas virou xodó. Marcou um bonito gol em vitória por 4 a 2 num clássico contra o Vasco e encantou o clube naquele ano — chegou a ter multa rescisória de 130 milhões de reais. Emprestado ao Bahia na temporada seguinte, perdeu espaço. Acabou se aventurando em caminhos alternativos do futebol: jogou na Coreia do Sul, na Tailândia, no México e chegou a atuar brevemente no Avaí. Em 2021, acertou com o The Strongest, da Bolívia, e atualmente se recupera de lesão.

Lorran

Uma das revelações mais badaladas de sua geração, Lorran não despontou da forma esperada no profissional. O jogador fez carreira em clubes regionais como Audax-SP, Madureira, Bangu,e Tupi-MG, além de passagem pelo futebol dos Emirados Árabes. Em 2018, foi baleado na perna e só voltaria ao futebol no ano seguinte, quando ganhou oportunidade no Hercílio Luz (SC).

Adryan

O meia foi um dos que viveu a maior expectativa de sua geração nas categorias de base. Chamava a atenção das seleções de base e de clubes europeus desde cedo e teve algumas oportunidades como titular do Flamengo em 2012 e 2013, mas nunca brilhou conforme o esperado. Foi emprestado ao Cagliari, da Itália, e seguiu carreira na Europa: passou por Leeds e Nantes, retornou brevemente ao Flamengo e rumou ao futebol suíço, no Sion. Foi emprestado ao Kayserispor, da Turquia e teve passagem rápida no Avaí, também por empréstimo, em 2020. Aos 27 anos, segue sob contrato com o clube suíço.

Lucas Quintino

O centroavante marcou cinco gols e foi o artilheiro do Flamengo naquela campanha, mas fez carreira discreta. Atuou em Portugal, no Santa Clara, teve passagem pelo futebol tailandês e rodou por equipes brasileiras menores, como Bangu, Macaé e Itumbiara. Em 2019, revelou que lutou contra uma depressão e chegou a atuar numa banda de pagode antes de retornar ao futebol. Em 2020, atuou pelo recém-fundado time carioca 7 de abril.

Negueba

Craque daquela edição da Copinha e autor do gol do título, Negueba virou nome conhecido no futebol brasileiro e atuou por equipes como São Paulo, Coritiba, Grêmio e Ponte Preta. Em 2018, se aventurou no futebol da Coreia do Sul e lá se estabeleceu. Na última temporada, atuou pelo Incheon United.

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