Dez soldados malineses morrem em ataque atribuído a jihadistas

Serge DANIEL
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Veículo blindado francês no monte Hombori durante o início da operação Barkhane das forças armadas da França na região de Gourma, no Mali, em 27 de março de 2019

Dez soldados malineses foram mortos nesta quarta-feira(3) em um ataque atribuído às forças jihadistas, que perderam cerca de 20 combatentes, contra um acampamento no centro do país, uma das regiões mais instáveis do Mali.

Tadayt, um órgão de propaganda próximo à rede terrorista Al Qaeda, atribuiu o ataque ao Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos(GSIM, ou Jnim em árabe), uma aliança jihadista afiliada à Al Qaeda.

Este foi o ataque mais sangrento contra as forças armadas do Mali desde o início do ano.

Os agressores utilizaram um veículo blindado, fato bastante incomum, para atacar o acampamento militar Boni, entre Duentza e Hombori, na região de Mopti, segundo fontes de segurança.

Além das dez vítimas, o ataque deixou oito feridos, que foram levados para um hospital local, segundo fontes militares e locais, sob anonimato.

O exército do Mali indicou que durante o confronto recebeu apoio aéreo da Barkhane, a força antijihadista francesa no Sahel.

A informação foi confirmada à AFP pelo porta-voz do exército francês, coronel Frédéric Barbry, que indicou a utilização de um drone, aeronaves Mirages 2000 e dois helicópteros Tiger.

Segundo o porta-voz francês, cerca de "vinte jihadistas foram neutralizados" durante os bombardeios, que também atingiram blindados e 16 motocicletas.

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