Dezenas de milhares criticam COP26 e pedem justiça climática em Glasgow

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GLASGOW, ESCÓCIA - 06/11/2021 - Marcha em protesto contra a conferência do clima da Onu, a COP 26, realizada em Glasgow, na Escócia. (Foto: Ana Estela/Folhapress)
GLASGOW, ESCÓCIA - 06/11/2021 - Marcha em protesto contra a conferência do clima da Onu, a COP 26, realizada em Glasgow, na Escócia. (Foto: Ana Estela/Folhapress)

GLASGOW, ESCÓCIA (FOLHAPRESS) - Dezenas de milhares de pessoas pediram neste sábado (6) ações urgentes de combate à injustiça climática (que reúne a crise do clima e questões sociais), em marcha em Glasgow, cidade escocesa em que acontece até o dia 12 a COP26, a conferência em que países que aderiram ao Acordo de Paris discutem sua regulamentação.

Organizada pela Coalizão COP26, que reúne mais de 100 entidades, a passeata percorreu cerca de 4 km sob chuva constante, vento forte e sensação térmica que não passou de 8º Celsius.

Os organizadores disseram que mais de 200 mil pessoas participaram; a polícia britânica não fornece estimativas e não houve avaliação independente. A marcha levou cerca de três horas para chegar ao parque Glasgow Green, onde houve discursos e apresentações musicais.

Assim como no ato da véspera, da Fridays for Future, rede da qual faz parte a ativista sueca Greta Thunberg, houve gritos de "Fora, Bolsonaro!" no palco e na plateia.

No ato deste sábado, manifestantes na calçada também puxaram coro contra o presidente brasileiro, que foi criticado por entidades da sociedade civil por perseguir lideranças indígenas.

Além dos grupos de jovens que já haviam participado da manifestação na sexta e de ambientalistas, a marcha de sábado reuniu sindicatos, pacifistas, feministas, movimento negro, grupos indígenas, partidos políticos de esquerda, religiosos, movimentos pela independência da Escócia, políticos de partidos verdes europeus, grupos de cientistas, de médicos e de educadores.

Sob o guarda-chuva de "justiça climática", os manifestantes criticaram os líderes e negociadores da COP26 por não agir o suficiente para frear o aquecimento global em no máximo 2 ºC acima do período pré-industrial, como estabelece do Acordo de Paris.

Todos os representantes de grupo que discursaram ao final da marcha disseram que as delegações da COP são justamente as pessoas que provocam a crise climática e defenderam uma mudança "do sistema": um dos principais alvos foi o consumismo.

A partir deste domingo, a Coalizão COP26 vai promover uma conferência paralela, chamada de Cúpula do Povo, para discutir soluções para a crise "vindas de baixo".

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