Dezenas de mortos em combates no norte do Iêmen

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Fumaça nas áreas de combate entre rebeldes e tropas leais ao governo, perto de Marib, no norte do Iêmen

Dezenas de combatentes morreram em confrontos noturnos no Iêmen, onde os rebeldes intensificaram seus ataques para tomar a cidade de Marib, último bastião do governo no norte, informaram fontes militares neste domingo (14).

No início deste mês, os insurgentes houthis xiitas retomaram sua ofensiva para se apoderar de Marib, cidade rica em petróleo localizada a cerca de 120 km ao leste da capital Sanaa.

A perda desta cidade seria desastrosa para o governo reconhecido do Iêmen.

Dois militares do governo informaram que ao menos 16 efetivos de suas forças morreram e outros 21 ficaram feridos nas últimas 24 horas, acrescentando que "dezenas de combatentes morreram" no lado houthi.

Os houthis cortaram as redes de fornecimento em um distrito localizado a 50 km ao sul da cidade, com "o objetivo de cercar Marib", disse uma das fontes.

O Iêmen está envolvido em uma sangrenta luta pelo poder desde 2014, entre o governo, apoiado pela Arábia Saudita, e os rebeldes houthis, que controlam Sanaa e a maior parte do norte do país.

Os insurgentes também aumentaram seus ataques contra a Arábia Saudita, o que provocou a condenação de boa parte da comunidade internacional.

Neste domingo, os sauditas conseguiram interceptar dois drones com explosivos disparados pelos houthis para a guarnição de Jamis Mushait no sul, de acordo com a agência de imprensa oficial do reino, citando a coalizão militar liderada por Riade.

No entanto, um porta-voz dos houthis indicou que dois drones rebeldes atacaram o aeroporto da cidade próxima de Abha.

No sábado, o reino informou que houve outro ataque com aviões não tripulados houthis contra o aeroporto de Abha, poucos dias depois de outra incursão de drones insurgentes deixar um avião civil em chamas no terminal aéreo.

Este aumento da violência ocorre pouco depois de os Estados Unidos eliminarem os insurgentes de sua lista de grupos terroristas para tentar garantir que a tarefa humanitária não seja prejudicada no Iêmen e para facilitar o caminho de retomada das negociações de paz.

Observadores afirmam que os houthis buscam tomar o controle de Marib como chave antes de iniciar qualquer negociação com o governo reconhecido internacionalmente.

Se esta cidade cair em suas mãos, os houthis terão o controle total do norte do Iêmen, enfraquecendo a posição do governo para negociar, de acordo com os especialistas.

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