Dezenas de países incapazes de vacinar porque não têm doses, alerta OMS

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Imagem fornecida pela OMS mostra o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus

Dezenas de países estão incapazes de administrar a segunda dose de vacinas anticovid porque não as possuem, o que pode colocar em risco suas campanhas de imunização, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (18).

"Temos uma enorme quantidade de países que tiveram que suspender suas campanhas de vacinação para a segunda dose, 30 a 40 países", afirmou o médico Bruce Aylward, responsável da OMS para o sistema denominado Covax, criado com o setor privado para distribuir vacinas aos países menos desenvolvidos.

Alguns dos países afetados "receberam doses da AstraZeneca, por exemplo, e não estão em condições de fazê-lo", afirmou Aylward.

"O intervalo [entre as duas injeções] agora é maior do que esperávamos", disse.

O Covax está negociando diretamente com a AstraZeneca, mas também com o Serum Institute of India, responsável pela maior parte das doses de vacinas para o Covax, e cuja produção não pode ser exportada por decisão de Nova Delhi até que se cumpram as metas de vacinação nacionais.

Um intervalo muito longo entre as duas doses pode provocar o surgimento de variantes mais perigosas ou contagiosas da covid-19.

Segundo Aylward, esses países se encontram particularmente na África Subsaariana, mas também na América Latina, Oriente Médio e no Sudeste asiático.

Diante desta situação de instabilidade, "as doações são uma solução a curto prazo em um mercado muito imperfeito, onde somente os países que têm os recursos ou produzem as vacinas têm acesso" a elas, alertou Aylward.

O responsável também advertiu que o acúmulo de atrasos pode fazer com que, no final, as pessoas não compareçam para se vacinar.

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