DF: PF nega morte de idosa entre detidos em acampamento bolsonarista

interventor Ricardo Cappelli, que assumiu a segurança pública no Distrito Federal após decreto do presidente Lula (PT), também negou a informação.

Cerca de 1,2 mil pessoas foram retiradas do acampamento bolsonarista na manhã desta segunda e levadas ao ginásio da Academia Nacional da Polícia Federal; Morte de idosa no local foi desmentida pela PF-  Foto: REUTERS/Adriano Machado
Cerca de 1,2 mil pessoas foram retiradas do acampamento bolsonarista na manhã desta segunda e levadas ao ginásio da Academia Nacional da Polícia Federal; Morte de idosa no local foi desmentida pela PF- Foto: REUTERS/Adriano Machado

A informação da suposta morte de uma idosa após ter sido detida no acampamento bolsonarista no Quartel-General do Exército, em Brasília, nesta segunda-feira (9), é falsa, segundo a Polícia Federal (PF).

Em nota, a PF negou a morte da idosa.

"A Polícia Federal informa que é falsa a informação de que uma mulher idosa teria morrido na data de hoje (9) nas dependências da Academia Nacional de Polícia", diz o documento.

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Além da corporação, o interventor Ricardo Cappelli, que assumiu a segurança pública no Distrito Federal após decreto do presidente Lula (PT), também negou a informação à TV Globo.

Cerca de 1,2 mil pessoas foram retiradas do local na manhã desta segunda e levadas ao ginásio da Academia Nacional da Polícia Federal, após os ataques terroristas cometidos nas sedes dos três poderes, no domingo (8).

Após a retirada dos manifestantes da área militar, a notícia do suposto óbito se espalhou pelas redes sociais e foi repercutida pela deputada federal Bia Kicis (PL-DF), em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, na noite de segunda.

"Acabo de receber uma notícia de que uma senhora veio a óbito hoje nas dependências da Polícia Federal. Não foi nas dependências da PM, não. Falo de uma senhora a quem foi negado comida e água e que, depois de horas, e horas, e horas a fio sendo destratada e descuidada, veio a falecer. É preciso ainda confirmar essa informação, mas a recebi de mais de uma fonte. Quero aqui lamentar e até torcer para que isso não seja verdade, mas, se for, isso não aconteceu nas dependências da Polícia Militar, e sim, nas da Polícia Federal, que é ligada ao governo federal", disse a parlamentar na tribuna da Câmara.

Kicis chegou a dizer que o caso tinha sido confirmado pela Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF).

"É só para falar que a OAB acabou de confirmar o falecimento da senhora que estava lá sob a custódia da Polícia Federal. Só queria confirmar porque eu disse que não tinha certeza. Era só para confirmar essa informação muito triste", disse.

No entanto, na madrugada desta terça (10), Bia Kicis publicou em uma rede social que o presidente da OAB-DF negou qualquer confirmação sobre óbito entre os detidos. A deputada pediu "desculpas pelo equívoco".