DH identifica policial militar como suspeito da morte de motorista de aplicativo na Linha Amarela

Luana Dandara
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Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), identificou um policial militar como o suspeito de ter assassinado o motorista de aplicativo Marcos André Lacerda de Paula, de 24 anos, na Linha Amarela, na noite de 25 de outubro. O agente se apresentou na sexta-feira na sede da DH, na Barra da Tijuca, e prestou depoimento sobre o caso.

O PM deve responder pelo crime em liberdade, uma vez que a Justiça ainda não decretou sua prisão. De acordo com as investigações, o carro da vítima seguia o veículo do suspeito em alta velocidade e tentou ultrapassá-lo. O acusado afirmou, no depoimento, que pensou se tratar de um assalto. No momento em que os automóveis ficaram lado a lado, o PM abaixou o vidro e efetuou o disparo, que atingiu a cabeça de Marcos. A vítima perdeu o controle e bateu na mureta da Linha Amarela.

Policiais civis estiveram na residência do suspeito, no bairro do Cachambi, mas não o encontraram. Ao tomar conhecimento de que estava sendo procurado, o agente compareceu à sede da DHC e apresentou sua versão dos fatos.

Por nota, a Polícia Militar informou que o acusado foi afastado das suas funções e sua arma foi recolhida. Um procedimento apuratório interno também foi instaurado para apurar a conduta do militar. Segundo a corporação, o suspeito disse, ainda, que "se assustou com a condução do motorista" Marcos André Lacerda de Paula, que "teria se aproximado repentinamente", na altura da saída 3 da Linha Amarela.

O crime aconteceu por volta das 20h de 25 de outubro, na Linha Amarela, na altura da Rua Guineza, no Engenho de Dentro. Marcos voltava para casa, na Abolição, após participar de um evento automotivo no Shopping Station Mall, em Jacarepaguá, quando foi baleado na cabeça. Na companhia dele, estava um casal de amigos que não foram atingidos pelo disparo.

O veículo em que estava o atirador, informou a DH, era uma BMW cinza modelo 118i, que chega a custar R$ 200 mil. O carro estava insufilmado, e com as janelas fechadas. Depois de atirar, o policial militar suspeito do crime seguiu na via expressa, em direção ao Fundão.