Dia da Consciência Negra: jogadores do Brasil e CBF falam sobre orgulho e luta antirracista

Além de ser a data de abertura da Copa do Catar, o dia 20 de novembro marca o Dia da Consciência Negra, que homenageia o nascimento do maior revolucionário quilombola do pais, Zumbi dos Palmares. Através das redes sociais, alguns dos craques do Brasil aproveitaram a data para se posicionar e exigir igualdade.

Vinícius Júnior, que respondeu às ofensas racistas que sofreu há alguns meses com um vídeo em que demonstrava seu conhecimento sobre a causa e a responsabilização daqueles que cometeram as injúrias contra ele, hoje preferiu ser sucinto. Ele postou uma foto em preto e branco com a legenda "Preto, brasileiro e sonhador", além da hashtag #diadaconsciencianegra.

Quem também escolheu um caminho mais sutil foi Rodrygo, que também postou uma foto em preto e branco, mas com os punhos cerrados e um coração preto como emoji.

Seguindo a mesma linha, Danilo compartilhou uma publicação do Site Mundo Negro, com uma foto e uma frase da escritora Maya Angelou: "O sucesso é gostar de si mesmo, gostar do que faz e gostar de como fazê-lo."

Daniel Alves, que ficou famoso em 2014 quando comeu uma banana que foi arremessada em sua direção durante um jogo do Barcelona, optou por postar um longo texto e uma foto se encarando em uma superfície espelhada. "Fazer o mundo entender que somos humanos e que somos todos iguais é a mais bela das vitórias. Não diria que somos todos iguais, mas que somos todos HUMANOS. Lembre-se: a evolução da humanidade é o perdão, ódio e rancor não!!!!", publicou o jogador.

A CBF também se posicionou. "A luta por um futebol e uma sociedade antirracista não deve ser esquecida jamais", comentou a entidade, que fez uma parceria com a banda Olodum para o ato.

Everton Ribeiro também fez questão de falar sobre a data. Ele mostrou nas redes sociais o Álbum Antirracista, um projeto lançado na data de hoje que tem como objetivo "mais que falar dos casos de racismo que já estão na mídia, é uma maneira de enaltecer as conquistas dos jogadores que fizeram e seguem escrevendo sua história no futebol", de acordo com José Vicente, Reitor e Diretor Geral e Acadêmico da Faculdade Zumbi dos Palmares, que lançou o produto.

"A luta contra o racismo é diária e ela deve estar também dentro do futebol, é uma luta de todos, é também um problema de todos. Consicência se constrói e atitudes também. Esse álbum antirracista é muito importante para nosso esporte e sociedade", escreveu o jogador.