Santos confirma 112 mortes por transbordamento de rios na Colômbia

Bogotá, 1 abr (EFE).- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, confirmou neste sábado que pelo menos 112 pessoas morreram em uma avalanche de água e pedras causada pelo transbordamento de três rios que arrasou vários bairros da cidade de Mocoa, capital do departamento de Putumayo, no sul do país.

"Acabam de reportar que estamos em 112 (mortos). Não sabemos quantos serão, seguimos buscando e a primeira coisa que quero dizer é que meu coração e o de todos os colombianos estão com as vítimas desta tragédia", disse Santos aos jornalistas ao chegar a Mocoa.

A tragédia ocorreu na noite de sexta-feira, quando uma forte chuva aumentou o nível dos rios Mocoa, Sangoyaco e Mulatos, cujos transbordamentos provocaram uma avalanche de água e pedras que levou tudo o que encontrou pelo caminho.

Ao ser informado, Santos viajou a Mocoa para supervisionar os trabalhos de resgate que estão a cargo das unidades militares na região.

O presidente explicou que a primeira notícia que teve da tragédia foi de madrugada, quando foi avisado pelo diretor-geral da União Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD), Carlos Ivan Márquez.

O número de mortos cresceu progressivamente ao longo da manhã. O governante comentou que "30% da chuva de um mês aconteceu ontem (sexta-feira) à noite e isso gerou um repentino aumento de vários rios", o que produziu as avalanches.

Devido à dimensão da tragédia, os serviços de emergência do principal hospital dessa cidade, de aproximadamente 45 mil habitantes, colapsaram pela quantidade de feridos, segundo detalhou o comandante da Brigada 27 do Exército, general Adolfo Hernández.

O oficial detalhou que também "estão sendo feito esforços de busca no setor de Puerto Limón, onde apareceram alguns corpos".

Sobre a situação em Mocoa, cidade situada no meio da floresta da região amazônica que só se comunica com o restante do país por via aérea e por uma precária estrada, o militar afirmou que já começaram a chegar auxílios, apesar das dificuldades de acesso. EFE