Dia Mundial do Animal: Zoo de Lisboa recupera espécies ameaçadas de extinção

Dia Mundial do Animal: Zoo de Lisboa recupera espécies ameaçadas de extinção

O acontecimento não é inédito mas, sempre que se passa algo do género, há a sensação de um milagre. No Jardim Zoológico de Lisboa nasceu uma cria de órix-de-cimitarra, uma espécie animal que está há vários anos na lista das extintas no habitat natural.

Diogo Gomes, biólogo do zoo lisboeta, explica que salvar espécies da extinção é uma das missões dos zoos: "O Jardim Zoológico tem um papel muito grande, quase como se fosse uma Arca de Noé. Temos aqui machos e fêmeas e temos a hipótese, depois da catástrofe que é a extinção deste animal no seu habitat, de haver uma última esperança para esta espécie".

O Jardim Zoológico tem um papel muito grande, quase como se fosse uma Arca de Noé.

O propósito é escolher os animais mais capazes para sobreviver no habitat natural e, sempre que possível, devolvê-los à natureza, tentando assim reverter o processo de extinção em ambiente selvagem.

Diz Diogo Gomes: "Nunca nos podemos esquecer que, apesar de estarem sob o nosso cuidado, são animais selvagens e precisam de ter estes comportamentos selvagens preservados. Isso faz-se com técnicas de enriquecimento ambiental, que são fundamentais para que, numa fase mais à frente do processo, se possam fazer reintroduções. Ou seja, pegar nestes animais e levá-los para o seu habitat. Se não forem animais selvagens, não vão ter essa capacidade de se adaptar a esta nova casa que é, no fundo, a sua casa.

Parar o relógio da extinção

Neste dia mundial do animal, 4 de outubro, os biólogos alertam para o relógio da extinção. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), há mais de 41 mil espécies de animais e plantas ameaçadas, ou seja, 28% do total de espécies existentes.

Alguns cientistas apostam em técnicas mais radicais para salvar os animais da extinção, como a clonagem. Em San Diego, na Califórnia, Estados Unidos, foi clonada uma espécie rara de cavalo e na China clonou-se, pela primeira vez, um lobo-do-Ártico. Para Diogo Gomes, estas técnicas só devem ser usadas quando a reprodução é difícil ou impossível.