Dia Mundial dos Oceanos: Entenda porque que eles ainda são pouco conhecidos e tão cobiçados

O Dia Mundial dos Oceanos é comemorado nesta quarta-feira (8). Eles cobrem mais de 60% da superfície do planeta, mas nós sabemos mais sobre a superfície da Lua do que sobre as profundezas dos mares e oceanos. Último espaço inexplorado na Terra, eles atraem um interesse crescente e levantam questões geopolíticas, econômicas e ambientais.

O fundo do mar se estende pela esteira oceânica profunda, um verdadeiro subsolo sob o oceano. A 200 metros abaixo do nível do mar, quase não há luz. A partir de 1.000 metros, trata-se de um mundo de escuridão absoluta e um frio entre zero e quatro graus Celsius. A pressão é 100 a 1.000 vezes maior do que na superfície.

Há uma variedade de relevos: vastas planícies, montanhas, vulcões, cânions e trincheiras vertiginosas - a 11.000 metros de profundidade para a Fossa Mariana, por exemplo - e ocasionais infiltrações frias ou "chaminés" que cospem lavas extremamente quentes de sulfuretos, além de alguns tipos de lagos de salmoura onde a concentração de sal é muito alta.

"São tantas limitações que toda vez que o homem se aventura nesses espaços, é uma verdadeira proeza tecnológica e humana", escrevem os pesquisadores do Ifremer, um dos mais respeitados institutos de tecnologia marinha do mundo, situado na França.

Ambiente frágil e complexo


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