Dia Mundial do Refugiado: ONG Médicos Sem Fronteiras pede corredores humanitários na Líbia

Cerca de 600.000 exilados, a maioria vindos da África subsaariana, estão atualmente na Líbia, submetidos à prisão e à escravidão, segundo estimativa de organizações internacionais. Neste Dia Mundial do Refugiado, a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), que atua no país, publica um relatório sobre a falta de proteção aos refugiados e a fragilidade dos mecanismos que permitem a saída do país.

“Pedimos aos países que podem ser anfitriões, particularmente na Europa e na América do Norte, que encontrem maneiras de tirar os mais vulneráveis ​​da Líbia de maneiras mais eficientes e rápidas”, declarou à RFI Jérôme Tubiana, co-autor do relatório da MSF. Ele relata que o reagrupamento familiar e vistos humanitários para casos de saúde particularmente graves são circunstâncias, por exemplo, que poderiam se beneficiar de apadrinhamentos por ONGs ou indivíduos.

A guarda costeira ou milícias da Líbia interceptam a maioria das pessoas que tentam fugir do país para a Europa e as colocam em detenção. A ONU já denunciou a violência sofrida pelos refugiados no país. O papa Francisco também falou a respeito do "inferno" vivido por exilados na Líbia.

Lentidão e poucas ofertas

Um processo de reassentamento do Alto Comissariado para os Refugiados (Acnur) leva normalmente dois anos para se concretizar. No ano passado, apenas 1.662 refugiados conseguiram sair da Líbia por esse dispositivo, dos cerca de 40.000 registrados pela organização. A falta de vagas oferecidas pelos países ocidentais é alarmante. Este ano, apenas a Suécia se ofereceu para receber 350 pessoas.


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