Dia Nacional do livro: entenda a data e veja resumos de algumas das principais obras brasileiras, o que pode ajudar no Enem

O Dia Nacional do Livro é comemorado no próximo sábado, 29 de outubro. Nesse dia, em 1810, a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, e se tornou Biblioteca Nacional. Havia no acervo livros, manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas.

A data também é usada para prestar homenagem a grandes autores e obras produzidas no país, reconhecendo a literatura brasileira como elemento cultural fundamental para a construção da identidade da nação. Veja alguns dos títulos nacionais mais importantes, considerados atemporais e até referência obrigatória para vestibulandos.

‘Quincas Borba’, de Machado de Assis

A trama gira em torno das relações sociais. Temas como interesse, traição, poder, aparência, loucura, ironia, imoralidade e falsidade são salientados na obra. Encontre aqui.

‘A hora da estrela’, de Clarice Linspector

O livro conta a história de Macabéa, uma migrante que sai de Alagoas para tentar uma nova vida no Rio de Janeiro. A moça é datilógrafa e consegue um emprego simples que a ajuda a se manter nos primeiros meses. Encontre aqui.

‘Gabriela, cravo e canela’, de Jorge Amado

O autor fala de um momento crucial da vida social brasileira, ao mesmo tempo em que narra uma surpreendente história de amor. O romance tem como pano de fundo, em meados dos anos 1920, a luta pela modernização de Ilhéus, em desenvolvimento graças às exportações do cacau. Encontre aqui.

‘Dom Casmurro’, de Machado de Assis

O livro aborda amizade, ciúme, adultério, paixão, rancor, amargura e ironia. Bentinho e Capitu, adolescentes apaixonados, fazem um juramento antes de ele partir para o seminário. Ele consegue escapar da batina, casa-se com Capitu e segue sua vida feliz, até a morte de seu melhor amigo. Encontre aqui.

‘Memórias póstumas de Brás Cubas’, de Machado de Assis

O livro é considerado a transição do romantismo para o realismo no Brasil, misturando elegância e ousadia, refinamento e humor ácido. O defunto Brás Cubas, que narra a história, dedica a obra ao verme que primeiro roeu as frias carnes de seu cadáver. Ele se tornou um dos personagens mais populares da literatura nacional. Encontre aqui.

‘O cortiço’, de Aluísio Azevedo

Publicado em 1890, o livro chama atenção para os marginalizados da época, como lavadeiras, trabalhadores braçais, malandros e viúvas pobres. O olhar darwinista do autor posicionou o romance como a expressão máxima do naturalismo na literatura brasileira, retratando as mazelas sociais que atingiam a capital do Império, o Rio de Janeiro. Encontre aqui.

‘Senhora’, de José de Alencar

A obra revela as convenções da sociedade burguesa carioca do século 19 por meio de um painel da vida da corte e da crítica aos costumes da época, como casamento por interesse e arrivismo social. Encontre aqui.

‘Os sertões’, de Euclides da Cunha

O livro é dividido em seções. A primeira parte, “A terra”, tem considerações técnicas e científicas a respeito do solo, do clima e do espaço geográfico do sertão baiano. A segunda parte, “O homem”, traz características antropológicas a respeito do sertanejo, com todos os seus conflitos sociais, políticos e psicológicos. A última parte, “A luta”, narra a Guerra de Canudos desde o início. Encontre aqui.

‘Iracema’, de José de Alencar

A história se passa no Ceará, no século 17. O herói branco, europeu, apaixona-se pela indígena Iracema. No enredo, um conflito histórico entre tribos indígenas permeia a narrativa, tecendo uma parábola trágica e poética da origem do povo brasileiro. Encontre aqui.

‘Memórias de um sargento de milícias', de Manuel Antônio de Almeida

A obra retrata um típico malandro, representado pela primeira vez na literatura. É possível acompanhar sua vida com todas as suas aventuras e como ele vai conseguindo se safar de cada problema. Encontre aqui.

‘Triste fim de Policarpo Quaresma’, de Lima Barreto

A narrativa enfoca a trajetória de Policarpo Quaresma, que lutou pela cultura brasileira. O cenário em que o autor posiciona a história é pós-abolição, na Primeira República e já no governo do segundo presidente do Brasil, Floriano Peixoto. Encontre aqui.

‘Grande sertão: veredas’, de Guimarães Rosa

Atribuindo ao sertão mineiro dimensão universal, a obra é um mergulho na alma humana, capaz de retratar o amor, o sofrimento, a força, a violência e a alegria. Encontre aqui.

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