Diamantes de laboratórios conquistam a indústria da joalheria

A história da mineração é repleta de páginas horrendas, ambientada em cenários hostis, muitas vezes de guerra. Na década de 1990, o mundo conheceu o “diamante de sangue”. A alcunha tinha a ver com o fato de a pedra ser extraída da terra por mão de obra escrava, em meio a conflitos na África. No Brasil, o garimpo ilegal movimenta bilhões de reais de forma clandestina, deixando um rastro de morte e destruição, especialmente na Amazônia. Mas a ciência, sempre ela, aponta um caminho interessante para deixar práticas nocivas para trás, colocando no centro do jogo os lab-grown diamonds. Em outras palavras: gemas de laboratório. Lá fora, as marcas Pandora, De Beers e Lark & Berry entraram na onda, assim como Rihanna, Lady Gaga e Meghan Markle. No Brasil, a joalheria paulistana Gaem, de Luna Nigro e Julia Blini, já está seguindo por esse caminho.

“O processo começa com uma semente de carbono, que vai parar numa câmara vedada e lá fica sob alta pressão e temperatura. A pedra bruta é formada em sete semanas”, explica Julia. “O diamante de laboratório tem as mesmas propriedades químicas e físicas do gerado nas minas, mas sem o processo cruel de extração. A única diferença realmente é a origem”, acrescenta Luna.

A dupla conta ainda que os lab-grown diamonds têm preços competitivos (cerca de 30% mais baratos) porque encurtam o caminho até chegar ao consumidor final. “Não há tantos intermediários. O laboratório entrega a pedra pronta para ser trabalhada”, diz Luna, que estudou Moda com Julia no Studio Berçot, em Paris. “Ficamos muito amigas, mas cada uma trilhou sua própria trajetória. Fui stylist de revistas e campanhas; enquanto a Ju fez parte dos times das grifes de sapatos Jimmy Choo e Alexandre Birman. Antes da pandemia, tivemos a ideia da etiqueta e cá estamos nós, cheias de propósitos.”

Afinal, os diamantes também podem ser os melhores amigos da natureza, não só das garotas.

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