Diante do aumento de casos de Covid, governo francês faz apelo por segunda dose de reforço da vacina

Apenas um quarto das pessoas elegíveis receberam a segunda dose do reforço da vacina contra a Covid-19 na França, o que preocupa o governo. O país observa a chegada de uma nova onda da doença: o número de casos dobrou nas últimas três semanas.

Segundo o ministério francês da Saúde, o número de pessoas que já receberam a segunda dose de reforço da vacina anticovid é "claramente insuficiente". O governo pediu nesta terça-feira (21) que a população idosa receba a injeção "o mais rápido possível", enquanto uma "retomada epidêmica" ainda é moderada.

"A vacinação não acelera. Não há gente suficiente vindo se vacinar", afirma o comunicado do Ministério da Saúde da França. Até o momento, 2,2 milhões de doses de reforço foram inoculadas entre as mais de 8,7 milhões de pessoas elegíveis, essencialmente cidadãos com mais de 60 anos e imunossuprimidos.

A maior preocupação do governo é com os residentes de casas de repouso para idosos, que representam 48% do público alvo da segunda dose de reforço e pessoas com mais de 80 anos (30%). Segundo as autoridades sanitárias, esses indivíduos "devem se vacinar o mais rápido possível para passar o verão e o outono [no Hemisfério Norte] tranquilamente".

O presidente do Conselho de orientação da estratégia vacinal da França, Alain Fischer, adverte para a "diminuição significativa" da proteção gerada pela primeira dose de reforço. Segundo ele, isso "justifica plenamente" uma nova injeção nas pessoas acima dos 60 anos "para protegê-los das formas graves da doença".

Retomada epidêmica


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