Diante de desinteresse na vacinação, professora oferece 1 ponto na média, e alunos 'correm' para posto de saúde

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Professora de Sociologia para o 2º ano do esino médio numa escola pública de Taguatinga, no Distrito Federal, Kamila Braga Rodrigues, de 24 anos, não sabia como poderia motivar sua turma a se interessar pela vacinação contra Covid-19 até que um dia, na rede social, ela visualizou uma postagem de uma docente maranhense contando que ofereceu 1 ponto na média para seus alunos e funcionou: eles foram se vacinar. Inspirada por aquela iniciativa, ela decidiu fazer o mesmo e, novamente, a ideia deu o resultado esperado.

— E não tem jeito: sempre 1 ponto acaba motivando eles. A gente que é professor sabe bem como é que funciona isso. Então eles já ficaram super animados. A escola onde trabalho fica ao lado de um posto de saúde. Muitos deles já falaram: professora, saindo aqui da escola, então eu já vou vacinar. Fico muito feliz com isso porque a vacinação é a forma comprovada cientificamente para que a gente possa controlar essa pandemia. É fundamental que eles tenham essa consciência e que também levem essa conscência para dentro de casa — contou Kamila ao GLOBO nesta quinta-feira.

Nesta semana, Kamila compartilhou seu relato no Twitter, que rapidamente viralizou. Até o momento, a postagem soma mais de 169 mil curtidas.

Como parte da tarefa, Kamila disse que não basta ir até o posto de saúde receber a aplicação do imunizante. Os alunos também devem fazer uma pesquisa sobre a importância da campanha de vacinação, explicando as razões que a tornam tão necessária no controle da pandemia.

A ideia de propor o estudo sobre os efeitos benéficos para a sociedade a partir da vacinação em massa surgiu a partir de uma conversa que ela teve previamente com a turma, que lhe gerou preocupação com a forma como eles vinham encarando a situação.

— Muitos deles me falaram que estavam receosos de vacinar. Alguns por causa de medo da reação, alguns falaram que tinham medo de agulha, outros falaram que não queriam pegar fila, queriam esperar mais um pouco — contou Kamila.

Diante de tantos argumentos que desmotivavam a turma a buscar a vacina, a professora então preparou uma atividade que rendesse 1 ponto na média para os alunos, sabendo que isso é do interesse deles, ao mesmo tempo em que incentivou tanto a vacinação quanto à conscientização sobre a necessidade da campanha. Kamila destacou que, desta forma, os estudantes não contribuem para a própria proteção, como também a de seus familiares e a das pessoas que frequentam a escola.

— A escola é um espaço de ciência e de valorização disso. Então a ideia é que eles entendam a importância de vacinar. Então além do cartão de vacina, eles também vão fazer uma pesquisa científica sobre a importância da vacina e também sobre a relação dessa vacinação com o papel deles na cidadania, o papel deles frente essa situação de pandemia, o que eles podem fazer em relação a isso — explicou.

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