Diante de possível atentado, Bruxelas cancela festa de Ano Novo

(Arquivo) A justiça belga libertou cinco pessoas detidas entre domingo e segunda-feira em Bruxelas como parte da investigação pelos atentados de Paris em 13 de novembro, anunciou a Procuradoria Federal

A cidade de Bruxelas decidiu cancelar os fogos artificiais e as festividades de Ano Novo previstas para quinta-feira à meia-noite no centro da capital por razões de segurança, diante da ameaça de possíveis atentados, anunciou o prefeito Yvan Mayeur à rede de TV local nesta quarta-feira.

"Infelizmente, os fogos de artifício, assim como tudo o que estava previsto para amanha (quinta-feira) à noite, concentraria um público muito grande no centro de Bruxelas, e nos vimos obrigados a cancelar tendo em conta a análise realizada pelo centro de crise", declarou Mayeur às câmaras da rede de TV pública La Une.

No ano passado cerca de 100.000 pessoas assistiram as celebrações de Ano Novo na praça de Brouckère, no centro de Bruxelas.

"Mais vale no correr riscos", explicou Mayeur, para quem a situação atual não permite garantir o controle sobre todos os que vão assistir ao espetáculo.

"Foi uma decisão bem-calibrada, delicada, difícil de tomar para o prefeito", disse por sua vez o primeiro-ministro belga Charles Michel, que descreveu a decisão como "justa".

Esta não é a primeira vez que a queima de fogos da véspera de Ano Novo em Bruxelas é cancelada, algo semelhante ao que aconteceu em 2007, também por uma possível ameaça terrorista.

Nas ruas da capital belga não havia muito movimento de pedestres.

Na terça-feira, o Ministério Público belga informou que a polícia prendeu em Bruxelas duas pessoas suspeitas de preparar ataques durante as festas de final de ano.

Estes "sérias" ameaças de ataques visam "vários pontos de referência de Bruxelas (...) durante as férias este ano", disse o procurador em comunicado.

Bruxelas é sede de instituições europeias e da Otan, e desde o final de novembro está no "nível 3 de alerta terrorista", um grau abaixo do nível máximo, que corresponde a uma "ameaça possível e verossímil".

A capital belga viveu durante seis dias no nível 4, após os ataques de 13 de novembro em Paris.