Diarista assassinada com idosa é enterrada no Rio: 'Ela tinha um coração enorme', diz viúvo

Sob comoção de parentes e amigos, o corpo da diarista Alice Fernandes da Silva, de 51 anos, encontrada morta no apartamento onde trabalhava no Flamengo, foi sepultado neste sábado. O enterro no cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, na Zona Oeste, reuniu dezenas de pessoas que enfrentaram a chuva para se despedir de Alice.

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O viúvo de Alice, Hilário Leite, que levava a aliança dela num cordão no pescoço, lembrou a personalidade generosa da esposa.

— Falar da Alice é fácil porque ela tinha um coração enorme, ela fazia o que podia pelos outros. Ficamos oito anos casado, ela foi meu segundo casamento. A gente não estava preparado para isso — lamentou.

Alice foi vítima de um crime brutal depois da ação de criminosos no apartamento da idosa onde prestava serviço de diarista. A patroa Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, também morreu. O corpo das duas foi encontrado degolado e carbonizado.

A filha de Alice, Aline Fernandes lembrou que a mãe era quem mais contribuía para a união da família. Ela diz que é difícil aceitar a morte da diarista.

— O legado da minha mãe era amor. Ela sempre dizia pra gente: se alguém fizer algum mal pra você, trate com o bem, mesmo que você não seja valorizado agora, mais na frente você será. Nossas vidas giravam em torno dela. Temos um grupo da família e tudo que a gente fazia, falávamos com ela. “Mãe, o que a senhora acha?”. Agora parece que estou vivendo um pesadelo, uma hora vou acordar e ela estará em casa. A ficha não caiu — conta Aline.

Diogo Fernandes, também filho de Alice, estava bastante emocionado durante o enterro e pediu por justiça pela morte da mãe. Jhonatan Correia Damasceno, de 32 anos, foi preso por ligação com a morte da diarista. Ele é um dos pintores flagrados por imagens de câmeras de segurança de um elevador do prédio de luxo onde as vítimas foram encontradas mortas na véspera. Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pelas investigações, Jhonatan confessou participação nas mortes. O preso, contudo, afirmou que a ideia de cometer os assassinatos partiu do comparsa, identificado como Willian Oliveira Fonseca, que também teve a prisão decretada e é considerado foragido.

— A gente quer que o segundo seja preso e pague por isso porque ele destruiu duas famílias. Como acharam o primeiro rápido, vai achar o segundo. Confio em Deus e nas autoridades competentes do Rio de Janeiro. Que se faça justiça porque a família esta partida no meio — pediu Diogo Fernandes, filho de Alice.

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