Diferente do que disse Bolsonaro, esquerda se solidarizou contra facada em 2018

Presidente Jair Bolsonaro foi alvo de facada em 2018, durante a campanha, em Juiz de Fora (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Presidente Jair Bolsonaro foi alvo de facada em 2018, durante a campanha, em Juiz de Fora (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Ao comentar a tentativa de atentado contra a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, o presidente Jair Bolsonaro disse que “teve gente que vibrou por aí”. No entanto, em 2018, quando foi alvo de uma facada durante um ato de campanha, Bolsonaro recebeu a solidariedade dos principais opositores.

"Eu já mandei uma notinha. Eu lamento. Agora, quando eu levei a facada, teve gente que vibrou por aí. Lamento, já tem gente que quer botar na minha conta já esse problema. E o agressor ali, ainda bem que não sabia mexer com arma. Se soubesse, teria sucesso no intento", disse Bolsonaro durante evento de campanha no Rio Grande do Sul.

Entre os que se solidarizaram há quatro anos estão:

  • Fernando Haddad, então candidato à presidência

  • Manuela D’Ávila, vice na chapa de Haddad

  • Ciro Gomes

  • Marina Silva

  • Guilherme Boulos

  • Dilma Rousseff

  • Gleisi Hoffmann

Relembre as manifestações

Fernando Haddad

Fernando Haddad era candidato e se manifestou contra facada em Bolsonaro (Foto: DANIEL RAMALHO/AFP via Getty Images)
Fernando Haddad era candidato e se manifestou contra facada em Bolsonaro (Foto: DANIEL RAMALHO/AFP via Getty Images)

“Repudio totalmente qualquer ato de violência e desejo pronto restabelecimento a Jair Bolsonaro”, escreveu o então candidato à presidência.

Manuela D’Ávila

“A eleição deve ser espaço de debate de alternativas para o nosso país, não de ódio e violência. Lamentável o episódio envolvendo candidato à presidência Jair Bolsonaro hoje. Condenamos ataques a qualquer candidatura. A violência e o ódio não servem para o Brasil e nosso povo”, publicou Manuela D’Ávila, que concorria como vice de Haddad.

Ciro Gomes

Candidato em 2018, Ciro Gomes também se manifestou e se solidarizou. “Acabo de ser informado em Caruaru, Pernambuco, onde estou, que o Deputado Jair Bolsonaro sofreu um ferimento a faca. Repudio a violência como linguagem política, solidarizo-me com meu opositor e exijo que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis por esta barbárie”, escreveu na ocasião.

Marina Silva

Marina Silva, presidenciável em 2018, também se manifestou quando Bolsonaro foi atacado (Foto: Getty Images)
Marina Silva, presidenciável em 2018, também se manifestou quando Bolsonaro foi atacado (Foto: Getty Images)

Também presidenciável na ocasião, Marina Silva também se manifestou e classificou o caso como “inadmissível”. “A violência contra o candidato Jair Bolsonaro é inadmissível e configura um duplo atentado: contra sua integridade física e contra a democracia.”

Guilherme Boulos

“Soube agora do que ocorreu com Bolsonaro em Minas. A violência não se justifica, não pode tomar o lugar do debate político. Repudiamos toda e qualquer ação de ódio e cobramos investigação sobre o fato”, publicou Boulos em 2018.

Dilma Rousseff

A ex-presidente se manifestou e se posicionou contra a violência. “Lamento muito a violência e o episódio ocorrido. Não concordo que o debate político seja feito com ódio ou se recorra à violência. O ódio não pode ser semeado. Não é assim que ganhamos respeito ou fazemos política”, declarou a petista.

Gleisi Hoffmann

“Lamentável. Nenhum ato de violência pode ser admitido. A violência não é justificável. Na política temos que nos ater ao enfrentamento de ideias”, disse Gleisi Hoffmann, presidente do PT, em 6 de setembro de 2018.