Diferentemente de Trump, Biden não prevê convidar Rússia ao G7, diz Casa Branca

·1 minuto de leitura
Na tela, o presidente americano Joe Biden participa de conferência virtual

O presidente Joe Biden considera não dar prosseguimento ao plano apresentado por seu antecessor, Donald Trump, de convidar a Rússia para integrar o G7, informou a Casa Branca nesta sexta-feira (19).

"Não acho que estejamos fazendo novos convites para a Rússia ou reiterando novos convites para a Rússia", ressaltou a porta-voz do Executivo americano, Jen Psaki, a repórteres que viajavam com Biden no Air Force One, o avião presidencial.

"Obviamente, um convite seria feito em associação com nossos parceiros do G7", acrescentou.

Em 2014, a Rússia foi expulsa do então G8, após a anexação da Crimeia da vizinha Ucrânia, que nunca foi reconhecida pela comunidade internacional.

Trump, que repetidamente expressou seu desejo de melhorar as relações com Vladimir Putin, se ofereceu para convidar o presidente russo para a próxima cúpula do G7.

Mais cedo na sexta-feira, durante seu primeiro grande discurso de política externa, enquanto participava vem vídeo na Conferência de Segurança de Munique, Biden acusou Moscou de "atacar nossas democracias" e Putin de tentar "enfraquecer o projeto europeu e nossa aliança da OTAN".

No entanto, "não se trata de colocar o Oriente contra o Ocidente (...). Não podemos e não devemos voltar (...) aos blocos rígidos da Guerra Fria", ressaltou o presidente americano.

O Grupo dos Sete (G7), que reúne países democráticos ricos - Estados Unidos, Canadá, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Japão - realizou uma conferência virtual nesta sexta-feira focada na resposta à pandemia do novo coronavírus.

jca-sms/ft/bn/mvv