Trump aprova adesão de Montenegro e reafirma compromisso com Otan

Washington, 11 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira a adesão de Montenegro à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), após a aprovação do Senado americano e um dia antes de receber o secretário-geral da entidade, Jens Stoltenberg, na Casa Branca.

Trump, que criticou duramente a organização durante a campanha eleitoral, modificou o tom nas últimas semanas e tem insistido que seu compromisso "com uma Aliança não é só de interesses compartilhados, mas também de valores compartilhados", segundo um comunicado divulgado pela Casa Branca.

"O presidente Trump deseja participar da Cúpula de Líderes da Otan em 25 de maio em Bruxelas e ter a oportunidade de reafirmar esses duradouros e fundamentais valores transatlânticos", acrescentou a nota sobre a primeira viagem internacional do governante desde que foi empossado, em 20 de janeiro.

Com a entrada de Montenegro, disse no comunicado, mostramos "a outros aspirantes à Otan que a porta para a adesão ainda está aberta e que os países dos Balcãs ocidentais são livres para escolher o futuro e seus próprios parceiros sem interferência ou intimidação externa".

Apesar de seu pequeno tamanho, a nação balcânica é importante no plano geoestratégico como antiga aliada da Rússia, e tem uma maior importância no contexto atual, em meio às tensões entre Ocidente e Moscou.

Os Estados Unidos eram um dos poucos países da aliança que ainda não tinham ratificado a entrada da nação balcânica, e agora só falta a Espanha para completar o processo.

Montenegro se converterá assim no membro número 29 da Aliança, depois que a Otan o convidou a iniciar conversações para sua entrada no final de 2015.

A Rússia se opõe firmemente à expansão da organização militar ocidental em uma região que considera parte de sua esfera estratégica de interesse.

Precisamente, a Procuradoria de Montenegro assegurou em fevereiro ter indícios de que membros de órgãos estatais russos estiveram envolvidos em um suposto plano golpista em outubro para impedir a entrada do país na Otan, algo que Moscou negou de maneira rotunda. EFE

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