Paul Ryan confirma que deixará Câmara Baixa em novembro

Washington, 11 abr (EFE).- O presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Paul Ryan, confirmou nesta quarta-feira através de seu escritório que não concorrerá à reeleição em novembro, como tinham antecipado vários veículos de imprensa locais.

"Nesta manhã, o presidente Ryan compartilhou com seus colegas que este será o seu último ano como membro da Câmara de Representantes", afirmou seu assessor, Brendan Buck, em comunicado.

De acordo com Buck, depois de quase 20 anos na Câmara Baixa, Ryan está "pronto para dedicar mais tempo a exercer as funções de marido e pai" e, embora não tentará a reeleição, segundo disse o próprio congressista, ter exercido o cargo de presidente da instituição foi "a maior honra de sua vida profissional".

"Cumprirá com seu mandato completo, alcançará a meta e depois se aposentará em janeiro", explicou o assessor.

Com assento no Congresso desde 1999, Ryan chegou a concorrer como candidato à vice-presidência do país, junto a Mitt Romney, em 2012, quando tinha apenas 42 anos.

Como possíveis substitutos de Ryan à frente da Câmara de Representantes, onde o partido republicano conta com uma maioria de 237 cadeiras frente às 192 dos democratas, figuram os também conservadores Kevin McCarthy e Steve Scalise.

Apesar de suas diferenças com o presidente Donald Trump, como principal responsável da Câmara Baixa Ryan foi o encarregado de conseguir os apoios necessários para alguns dos principais projetos do líder, como as reformas do sistema tributário e da saúde nos Estados Unidos.

De fato, uma das grandes conquistas do titular da Câmara de Representantes desde que assumiu a presidência em 2015 foi a aprovação em dezembro da reforma tributária impulsionada por Trump, que foi especialmente polêmica por incluir notáveis cortes de impostos para as empresas.

Segundo informou Buck, Ryan tem a intenção de dar uma entrevista coletiva hoje mesmo, "imediatamente" depois da realização da sessão do dia. EFE