Trump e Duterte acordam respeitar direitos humanos apesar da guerra antidroga

Manila, 14 nov (EFE).- Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da Filipinas, Rodrigo Duterte, destacaram nesta terça-feira a importância de preservar a vida e os direitos humanos, mas evitaram fazer objeções à violenta "guerra contra as drogas" no país asiático.

"As duas partes enfatizaram que os direitos humanos e a dignidade da vida humana são essenciais e concordaram em continuar priorizando os direitos humanos em seus planos nacionais", disseram em comunicado conjunto, emitido um dia após sua reunião bilateral em Manila.

No encontro do último domingo, Duterte apresentou a Trump as conquistas da sua campanha antidroga que, segundo números oficiais deixou 6 mil mortos - mais de 7 mil segundo outras estimativas -, 4 mil deles pelas mãos da polícia, e reduziu o crime em mais de um terço em um ano e quatro meses.

O comunicado mencionou em um dos seus 14 pontos essa luta contra a droga, afirmando que os dois líderes "reconheceram que o uso de drogas ilegais é um problema que afeta os dois países e concordaram em compartilhar as melhores práticas" na prevenção, investigação e reabilitação.

O primeiro encontro entre Trump e Duterte gerou uma grande expectativa, já que várias organizações tinham exigido ao presidente americano recriminar o filipino sobre as violações dos direitos humanos na "guerra contra as drogas".

No entanto, isso foi considerado pouco provável, já que em maio, Trump elogiou abertamente as conquistas da sangrenta campanha para combater o crime em uma conversa telefônica com Duterte.

O encontro entre ambos, que também esteve centrado em temas como Estado Islâmico e o comércio, aconteceu durante a série de reuniões da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) que termina hoje, em Manila. EFE