Dilma encontra Haddad e Boulos e cobra eleição de aliados para evitar novo impeachment

***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL, 31 /05/2022 - A ex presidente Dilma Rousseff antes do evento de lançamento do livro.  (Foto: Greg Salibian/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL, 31 /05/2022 - A ex presidente Dilma Rousseff antes do evento de lançamento do livro. (Foto: Greg Salibian/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que é preciso eleger aliados para o Congresso Nacional para impedir um novo processo de impeachment no país.

"Nós precisamos eleger a maior bancada de esquerda do Congresso Nacional se nós não quisermos novos golpes", disse Dilma.

A petista discursou em evento de lançamento da candidatura do líder sem-teto Guilherme Boulos (PSOL) à Câmara neste domingo (28), em São Paulo.

Em sua fala, a petista disse que é preciso que Boulos seja o candidato eleito com mais votos no estado.

"Quero dizer isso a vocês do fundo do coração como uma presidente que sofreu um processo de impeachment e que sabe que a herança maldita desse golpe é o governo Bolsonaro", continuou.

Dilma afirmou ainda que é preciso "derrotar, reverter e modificar" todas as medidas tomadas "contra o povo brasileiro, contra a nossa soberania e contra os nossos direitos".

A ex-presidente também disse que o processo eleitoral deste ano é muito importante e pediu votos para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Lula é capaz de fazer duas coisas: transformar esse país e de voltar a fazer com que nesse país nós voltemos a ter uma relação que sempre tivemos antes de respeito, de humanidade, de amor e não de ódio, de repressão, de defesa das 'arminhas'. A gente não precisa das 'arminhas' como relação entre nós."

Ela disse ainda que o petista precisará de "amigos e parceiros" no Congresso para governar.

O candidato ao Governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, também participou do evento.

Em seu discurso, o ex-prefeito de São Paulo afirmou que Boulos foi "muito generoso" em sua decisão de desistir de concorrer ao Governo de São Paulo e que eles fizeram uma "engenharia necessária para o momento político que o Brasil está vivendo".

"A gente tem divergências e elas tem que se manifestar quando existe correlação de forças para a gente puxar a corda para o lado das pessoas que mais precisam e pelas quais todos nós lutamos", disse.

"Mas quando você tem um fascista no poder, você não pode brincar com o destino de um país do tamanho e da importância do Brasil."

O petista também reafirmou seu apoio para que o líder sem-teto seja eleito prefeito de São Paulo em 2024. "Queremos ver o Boulos daqui dois anos prefeitando São Paulo."