‘Dilma é honestíssima, mas teve dificuldades em se relacionar', diz Temer

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Michel Temer comentou sobre impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
Michel Temer comentou sobre impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
  • Para ex-presidente, é preciso 'pressão popular' para impeachment de Bolsonaro, como ocorreu com Dilma

  • Temer afirma, no entanto, que Arthur Lira deve analisar pedidos

  • Emedebista descarta apoio à Lula no primeiro e segundo turno

Para o ex-presidente Michel Temer (MDB), o problema da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi não conseguir se relacionar com “a sociedade e o Congresso Nacional”, e que isso culminou no seu impeachment.

"Eu quero dizer que a ex-presidente é honesta. Eu sei, e pude acompanhar, que não há nada que possa apodá-la de corrupta. Mas houve problemas políticos. Ela teve no relacionamento com a sociedade e com o Congresso Nacional. Esse conjunto de fatores levou multidões às ruas", disse em entrevista ao portal UOL.

Sobre um eventual processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), em sua avaliação, é preciso pressão popular para influenciar parlamentares. Além disso, o emedebista considera “natural” que Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, tente proteger o presidente.

"No entanto, ele deveria logo examinar esses pedidos. Ou processá-los, ou indeferi-los", afirmou. São ao menos 145 pedidos esperando a análise de Lira, sendo que o último foi enviado por conta da reunião de Bolsonaro com embaixadores nesta segunda-feira (18), na qual fez ataques ao sistema eleitoral brasileiro.

Apoio a Lula

Nesta terça-feira (19), onze senadores do MDB se encontraram com Michel Temer para defender o apoio do partido à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno das eleições. Os parlamentares querem que a sigla abandone a candidatura de Simone Tebet (MDB).

"Eu detectei ao longo do tempo que os candidatos abandonaram a ideia da terceira via. Nós temos muito tempo pela frente, são quase 70 dias para as eleições, é dificil saber o que vai acontecer. Há muitos fatores. O mais prudente é aguardar a proximidade dos dias que antecedem a data da eleição", disse Temer durante a entrevista.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, Temer, por enquanto, descarta apoiar o petista. "Isso, eu vou decidir na hora certa. O ex-presidente Lula fala em todo momento em 'golpe', que a reforma trabalhista foi coisa de escravocrata, que o teto de gastos prejudicou o país. Então, como eu vou dizer que eu vou apoiar alguém que quer destruir um legado positivo para o nosso país", afirmou.

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