Londres vincula apoio de Putin a Assad com envenenamento de ex-espião

Paris, 16 mar (EFE).- O ministro britânico de Relações Exteriores, Boris Johnson, considera que há "uma relação direta" entre o apoio que o presidente russo, Vladimir Putin, dá ao regime sírio e o envenenamento do ex-espião Sergei Skripal na Inglaterra, que atribui a Moscou.

Em artigo publicado nesta sexta-feira pelo jornal francês "Le Parisien", Johnson afirma que o envenenamento de Skripal e de sua filha na cidade de Salisbury - que estão em estado crítico - é "uma manifestação suplementar do comportamento perigoso do presidente Vladimir Putin".

Segundo sua opinião, há "uma relação direta entre a indulgência manifestada por Putin com as atrocidades perpetradas por Assad na Síria e o fato de que o Estado russo não tenha duvidado em usar uma arma química em território britânico".

O chefe da diplomacia britânica não tem dúvidas da autoria do ataque contra o ex-espião, sobretudo depois que o Kremlin não deu uma resposta quando pediu ao embaixador russo que esclarecesse se tinham consciência sobre o desaparecimento de amostras do agente nervoso utilizado, o Novichok.

Primeiro porque essa substância foi desenvolvida por cientistas russos a partir dos anos 70, mas também porque a Rússia é o único país que tem "uma longa história de assassinatos por incumbência, uma razão confessada oficialmente para querer eliminar Sergei Skripal e reservas do agente Novichok".

Johnson, que justifica a expulsão de diplomatas russos por esse incidente, diz esperar que seus aliados se manterão com Londres, depois de ter agradecido a "solidariedade" do presidente francês, Emmanuel Macron; da chanceler alemã, Angela Merkel, e de seus outros "amigos europeus". EFE