Dilma não implementou política de paridade internacional de preços na Petrobras

Preços dos combustíveis são exibidos em um posto no Rio de Janeiro, em 12 de março de 2022 (Foto: Buda Mendes / Getty Images)
Preços dos combustíveis são exibidos em um posto no Rio de Janeiro, em 12 de março de 2022 (Foto: Buda Mendes / Getty Images)
  • Título de um artigo publicado na internet viralizou nas redes sociais

  • Segundo a publicação, a ex-presidenta Dilma Rousseff teria implementado a política de paridade internacional de preços da Petrobras

  • A política, no entanto, foi adotada em 2016, já durante o governo do ex-presidente Michel Temer

O título de um artigo publicado na internet atribui à ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) a implantação da PPI (Política de Paridade Internacional), adotada pela Petrobras como parâmetro para estabelecimento de seus preços. A manchete da publicação afirma "Lula critica política de paridade internacional de preços da Petrobras, mas esquece que foi Dilma que implantou" e circula nas redes com centenas de compartilhamentos. Contudo, a política foi implementada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) ainda em 2016.

Captura de tela de uma publicação relacionando a implantação da política de preços da Petrobras a Dilma Rousseff (Foto: Internet / Reprodução)
Captura de tela de uma publicação relacionando a implantação da política de preços da Petrobras a Dilma Rousseff (Foto: Internet / Reprodução)

O título de um artigo afirma na internet que a PPI foi criação da ex-presidenta Dilma Rousseff. No texto, não há nenhuma explicação nem maior contexto sobre a informação, somente a repercussão de uma crítica à política de preços da Petrobras feita pelo ex-presidente Lula (PT) em sua conta no Twitter.

Apesar da informação viralizada, é falso que Dilma seja a responsável pela implementação da política atual. Em outubro de 2016, a Petrobras anunciou em seu site a mudança:

"A nova política terá como base dois fatores: a paridade com o mercado internacional - também conhecido como PPI e que inclui custos como frete de navios, custos internos de transporte e taxas portuárias – mais uma margem que será praticada para remunerar riscos inerentes à operação, como, por exemplo, volatilidade da taxa de câmbio e dos preços sobre estadias em portos e lucro, além de tributos. A diretoria executiva definiu que não praticaremos preços abaixo desta paridade internacional".

Na época da mudança, o presidente Temer já havia tomado posse e foi o responsável, junto à sua equipe econômica, pela adoção da medida.

A reportagem do Yahoo! Notíciasverificou outro conteúdo sobre a PPI.

Conteúdo semelhante foi verificado pela Agência Lupa.