Trump volta acusar FBI de ter se infiltrado em sua campanha eleitoral

Washington, 19 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a acusar o FBI de ter se infiltrado em sua campanha eleitoral neste sábado, em um momento que surgem detalhes sobre um informante da agência que entrou em contato com três assessores do então candidato pelos possíveis laços com a Rússia.

"Se o FBI ou o DOJ (Departamento de Justiça) se infiltraram em uma campanha para beneficiar a outra campanha, isso é algo realmente grande", disse Trump pelo Twitter.

"Só a publicação ou a revisão dos documentos que o Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes está pedindo podem dar respostas conclusivas", completou o presidente na rede social.

Trump citava o pedido feito pelo presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes, Devin Nunes, fez ao Departamento de Justiça. Ele quer que o órgão entregue todos os documentos relacionados ao informante que trabalhou para o FBI no que diz respeito à campanha eleitoral republicana.

O Departamento de Justiça se negou a fornecer os documentos, alertando que a divulgação da identidade do informante pode ter consequências graves em várias operações do FBI.

Os jornais "The New York Times" e "The Washington Post" revelaram que o informante é um professor americano que dá aulas no Reino Unido. A fonte do FBI não teria se infiltrado na campanha de Trump, mas sim feito contatos superficiais com três assessores para tentar contribuir com a investigação sobre os vínculos com a Rússia.

Os dois jornais decidiram não revelar a identidade do informante devido aos alertas do FBI de que a exposição poderia colocar a vida dele ou de seus contatos em risco.

Segundo o "Post", o informante entrou em contato com o copresidente da campanha de Trump, Sam Clovis, e com dois assessores de política externa do republicano, Carter Page e George Papadopoulos, um dos condenados posteriormente na investigação feita pelo promotor especial Robert Mueller sobre o caso.

Trump acusou o FBI em várias oportunidades de ter infiltrado sua campanha eleitoral. Apesar de não ter provas, o presidente diz que o caso pode ser maior que o Watergate, o escândalo que culminou na renúncia do ex-presidente Richard Nixon. EFE