Dilma recusa cargo na China e deve atuar na ONU ou Unasul

Presidente Lula quer fazer resgate histórico da petista após impeachment

Cargo na China foi considerado por Dilma como muito distante do Brasil (REUTERS/Charles Platiau)
Cargo na China foi considerado por Dilma como muito distante do Brasil

(REUTERS/Charles Platiau)

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) descartou a possibilidade de atuar na China, no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o Banco dos Brics. O local foi considerado muito distante pela petista.

À coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, interlocutores da ex-presidente afirmam que algumas opções de cargo estão sendo cogitadas, como:

  • Na União de Nações Sul-Americanas (Unasul), foro criado em 2008 e que deve ser retomado neste ano;

  • Em um órgão da ONU (Organização das Nações Unidas), como a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Mudança de ideia. No começo do ano, interlocutores do presidente Lula (PT) afirmaram que Dilma não teria um cargo no governo. A decisão teria sido tomada em um consenso entre os dois petistas.

O motivo, na avaliação de Lula, era de que nenhum cargo estaria à altura de Dilma. Na época, já se falava na possibilidade de ela ser indicada para uma embaixada, como a em Portugal.

Prestígio. Apesar das especulações, aliados de Dilma dizem que o presidente quer fazer um resgate histórico da petista, que sofreu um impeachment em 2016. Fica ainda mais fácil da hipótese de concretizar devido ao:

  • Interesse de Dilma em atuar fora do país;

  • Amplo trânsito dela entre líderes internacionais.

Elogios. Durante a campanha eleitoral, Lula fez questão de destacar a imagem de Dilma em diversos atos. A opção fez com que estrategistas do petista ficassem incomodados, com medo de que o político pudesse sair prejudicado e afastar uma parcela de eleitores que não avalia bem a petista e que foram a favor do seu impeachment.

Após vencer as eleições, Lula voltou a citar Dilma e a chamar a queda dela de ‘golpe’ no discurso de vitória na Avenida Paulista, em São Paulo, na diplomação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 12 de dezembro e no Parlatório do Palácio do Planalto, durante sua posse em 1º de janeiro.