Dilma se reúne no México com líder de partido de esquerda

Cidade do México, 25 abr (EFE).- A ex-presidente Dilma Rouseff se reuniu nesta terça-feira na Cidade do México com a presidente nacional do Partido da Revolução Democrática (PRD), Alejandra Barrales, com quem conversou sobre a política na América Latina.

Na conversa, Dilma, que foi cassada em 2016 após um polêmico processo de impeachment, abordou os desafios enfrentados pelas mulheres na política perante os estereótipos de gênero, segundo informou o PRD em um comunicado.

A ex-presidente também falou sobre os obstáculos encarados pelo Brasil e pela América Latina "perante os esquemas neoliberais", e afirmou que visitou o PRD "porque é um partido que representa dignamente à esquerda e que é dirigido por duas grandes mulheres".

Na reunião, da qual também participaram a líder do PRD no Senado, Dolores Padierna, e o governador de Morelos, Graco Ramírez; Barrales defendeu a criação de "espaços que permitam revisar a agenda de esquerda que o mundo necessita".

A presidente do PRD também sustentou que, "perante os cenários internacionais de hoje, é urgente sermos autocríticos como atores de esquerda e reformular as ações que farão mudar o rumo dos países".

Além disso, Barrales reiterou o reconhecimento a Dilma por ser "uma das mulheres mais influentes na América Latina" e uma representante da esquerda no mundo que, durante seu mandato, "conseguiu diminuir a pobreza de maneira importante".

A política mexicana lembrou os esforços do governo Dilma para garantir a crianças e jovens o acesso à educação e para "impulsionar os postulados de esquerda em uma luta que não foi simples" para a governante brasileira.

Barrales está no olho do furacão no México depois que foi revelado no último mês de março que possui um apartamento em Miami que não incluiu na declaração de renda e de interesses que apresentou publicamente.

A existência do imóvel, de 163 metros quadrados e um valor de US$ 750 mil, foi descoberta por uma reportagem da equipe de investigação da emissora "Univision". EFE