Keiko Fujimori chama irmão Kenji de "irresponsável" e "comprador de votos"

Lima, 11 abr (EFE).- A líder do partido Força Popular, Keiko Fujimori, chamou na terça-feira seu irmão mais novo, o congressista Kenji Fujimori, de "irresponsável" e "comprador de votos".

Keiko postou duas mensagens no Twitter para defender os legisladores do seu partido Luis Galarreta, Lourdes Alcorta e Úrsula Letona, que, segundo Kenji, receberam financiamento da construtora Odebrecht.

"Fazer acusações superficiais sobre pessoas irrepreensíveis, mostra o quão irresponsável podem ser alguns para manchar honras. Realmente, os compradores de votos não se importam com nada quando se reúnem para 'enganar' o país", afirmou.

Ela acrescentou que "precisamente aqueles que sempre estiveram longe de seu partido, agora falam sobre isso com um conhecimento falso e distante da causa".

"Chega de difamação! Lucho Galarreta, Lourdes Alcorta e Úrsula Letona têm trajetórias impecáveis", enfatizou Keiko, antes de acompanhar sua mensagem com o lema "Não se confundam".

A imprensa local publicou no último domingo o trecho de um vídeo gravado para Kenji, em março, pelo legislador da Força Popular Moisés Mamani, onde ele assegura que "Letona, Alcorta e Galarreta receberam dinheiro da Odebrecht".

No vídeo, o congressista tenta convencer Mamani de votar contra o pedido de destituição do então presidente Pedro Pablo Kuczynski, que renunciou após a revelação dessas negociações irregulares e também é investigado pela sua ligação com a Odebrecht quando foi ministro do governo de Alejandro Toledo.

Os três legisladores da Força Popular fizeram alusão a Kenji para corrigir suas declarações ou vão processar, apesar de que o congressista siga em silêncio.

A este respeito, a congressista Maritza Garcia, que pertence ao bloco de seguidores de Kenji, afirmou que ele "não tem que pedir desculpas".

"Ele é um político que pertenceu a Força Popular e conhece o uso da gestão de lá. Se viessem da minha parte essas declarações, seria questionável, mas não de uma pessoa que fez parte da constituição do partido", declarou. EFE