Dilsinho e Bruno, do Sorriso Maroto, lançam álbum ‘Juntos’ e trocam sobre a estreia de ambos na paternidade: ‘Pegando consultoria’

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“Ele queimou a largada e me fez correr atrás. Tive que acelerar o processo”, brinca Bruno Cardoso ao falar sobre Dilsinho ter se tornado pai antes dele. Foi o líder do Sorriso Maroto quem produziu o primeiro álbum do amigo, em 2014, e lhe serviu de inspiração no início da carreira, já que o grupo trilha essa estrada no pagode romântico há 25 anos. Mas, quando o assunto é paternidade, o carioca de 29 anos tem dado aulas ao de 40.

— Olha só que fase que estou vivendo, pegando consultoria com Dilsinho sobre como ser pai! Agora mesmo ele estava aqui me mostrando um vídeo: “A pegada é essa; no primeiro mês vai acontecer isso, isso e isso”. Vamos marcar uma jantinha lá em casa, juntar as famílias e trocar mais umas ideias — conta Bruno, que anunciou a gravidez da mulher, Isabella Bruno, no último Natal: — Em breve saberemos se será menina ou menino. Estamos no tempo da quase definição.

Orgulhoso, o pai de Bella afirma que só entendeu o quão transformador é a paternidade quando a pequenina chegou na vida dele e de Beatriz Ferraz há seis meses. E brada, bem-humorado:

— Pela primeira vez, eu estou podendo experimentar alguma coisa antes do Bruno. Mais pra frente, com os nossos filhos crescidos, vamos contar pra eles sobre essa história que nós construímos juntos.

Depois dos feats de 2018 (“Pouco a pouco”, do DVD “Terra do nunca”, de Dilsinho) e de 2019 (“50 vezes”, no DVD “Ao cubo, ao vivo, em cores”, da banda), a dobradinha bem-sucedida acontece agora num álbum inteiro, chamado “Juntos”, lançado na última quinta-feira (dia 20). São 13 canções inéditas, cada uma com um videoclipe a ser apresentado ao longo do primeiro trimestre deste ano. O de “Mensagem apagada” chegou ao público na sexta-feira (dia 21). O próximo, “Prejuízo”, sai dia 3 de fevereiro, às 11h. A intenção é que eles também saiam em turnê de shows pelo Brasil.

— Por enquanto, estamos focados no álbum e conversando com os contratantes, até por conta do cenário atual da Covid. Temos que fazer tudo de uma forma muito segura e coerente. Mas o plano é viajarmos juntos, sim — relata Bruno, contando que os clipes foram gravados na Zona Portuária do Rio, em frente à famosa roda gigante, e sem público: — Queríamos uma cenografia 100% urbana porque nossa música e o movimento do pagode nascem nas ruas, nas periferias. Foi uma ousadia, até então não tínhamos gravado um audiovisual fora do palco. Neste, colocamos os pés no asfalto.

Para Dilsinho, esse encontro “é baseado na amizade, na admiração e no respeito mútuos”. E tudo é feito com a maior sinceridade entre eles:

— Se a gente não tivesse uma relação tão boa, não estaríamos juntos nesse projeto. Temos verdade e liberdade para falar um para o outro quando gostamos ou não de alguma coisa. A oportunidade de me integrar aos caras que me influenciaram a hoje estar vivendo de música é a realização de um sonho. Considero o Sorriso Maroto a maior banda romântica de pagode do Brasil.

Bruno devolve o elogio, enfatizando a versatilidade do novo parceiro:

— Vejo o Dilsinho como a principal voz do samba no momento, o artista de maior expressão do nosso segmento. E ele canta do pagode ao pop rock, do forró às baladas românticas. Tudo lhe cai bem, o manequim dele é perfeito para todas as ocasiões. Acho que a gente tem o Rei Roberto Carlos, o Fábio Júnior e o Dilsinho cantando o amor. Ele já até me confidenciou que no próximo show também vai entregar rosas ao público (risos).

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