Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, é rejeitado como voluntário para própria vacina contra Covid-19

Dimas Covas anunciou que se inscreveu para ser voluntário nos testes da vacina, mas teve o pedido negado.

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, teve a inscrição rejeitada para ser voluntário nos testes da vacina contra o novo coronavírus “Coronavac”, desenvolvida pelo próprio Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech.

Covas informou, na coletiva de imprensa desta segunda-feira (20), que foi o primeiro voluntário a se inscrever na plataforma do governo, mas que não cumpriu os critérios de seleção dos 9 mil inscritos que receberão as doses da vacina na fase 3 de testes em humanos.

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“Eu só queria manifestar aqui de público que eu fui o primeiro a me candidatar ao estudo, falei várias vezes aqui. E o professor Esper (Kallas - infectologista do Hospital das Clínicas) me deu a notícia ontem que eu não entrei nos critérios. Então eu não vou participar porque eu não reúno todos os critérios. E não serei o primeiro a ser vacinado”, explicou Covas.

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Os testes iniciais serão reservado para os profissionais de saúde que trabalham no atendimento de pacientes com Covid-19, não incluindo servidores dos setores administrativos, limpeza e segurança das unidades de saúde. Os voluntários também precisavam ter acima de 18 anos e não poderiam ter sido infectados previamente com a Covid-19. Mais de 1 milhão de pessoas se inscreveram no portal.

VACINAS CHEGAM AO BRASIL E TESTES INICIAM NO HC

O Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo) receberá, a partir de terça-feira (21), as primeiras doses da vacina contra a Covid-19 para os testes clínicos em humanos. No HC, 890 voluntários receberão as doses e serão acompanhados por pesquisadores pelos próximos 90 dias. Os carregamentos da vacina chegaram no Brasil nesta segunda-feira (20).

Esses 890 voluntários são todos médicos e paramédicos, que atuam na linha de frente no combate ao novo coronavírus. Eles serão monitorados a cada 2 semanas e receberão um material com instruções para o acompanhamento dos sintomas e efeitos da imunização.

A “Coronavac” já foi submetida a testes em humanos na China. Na fase 1, as doses foram aplicadas em 144 voluntários, e na fase 2 foram ampliadas para 600 voluntários, todos na China. Se der certo, a estimativa é que esteja disponível à população em junho de 2021.

Para avançar à produção de escala industrial, é esperado que a CoronaVac alcançe ao menos 85% de eficácia contra o novo coronavírus na fase 3, segundo Sérgio Cimerman, médico infectologista do Instituto Emílio Ribas.

A aplicação da vacina será “um para um” - um voluntário recebe a vacina, enquanto outro voluntário recebe um placebo, uma substância sem efeito. A autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para início dos testes, aval aguardado pelo governo do estado, aconteceu no dia 4 de julho.

A fase de testes clínicos envolverá a aplicação e acompanhamento clínico de 9 mil voluntários no Brasil em 6 diferentes estados.

Além de São Paulo, a vacina será testada em outros cinco estados brasileiros: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal. Na capital paulista, além do Instituto Butantan, os testes também serão realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; pelo Instituto de Emílio Ribas; e pelo Hospital Albert Einstein.

Já em outras regiões do estado, foram selecionados os centros do Hospital das Clínicas da Unicamp; a Universidade Municipal de São Caetano do Sul; a Faculdade de Medicina de São José Rio Preto e o Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

Fora do estado, a testagem da vacina será realizada pela Universidade de Brasília (UnB); pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro; no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da Universidade Federal de Minas Gerais; no Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul; e Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

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