Dinamarca decide aderir à política de defesa da União Europeia após 30 anos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, confirmou que a maior parte dos cidadãos do país votaram a favor do ingresso na política de defesa da União Europeia (UE) em referendo realizado nesta quarta (1º).

Estimativas da emissora pública DR mostram que 66,9% dos dinamarqueses votaram pela entrada no mecanismo de defesa, enquanto os outros 33,1% foram contrários.

A nação nórdica era o único país-membro da UE que obteve o direito de ficar de fora dessa política, por meio de um referendo em 1993, e, portanto, não participou de nenhuma missão militar do bloco até hoje, tampouco cooperava na aquisição conjunta de equipamentos militares.

A presidente da Comissão Europeia (o Executivo da UE) parabenizou o povo dinamarquês pela escolha. "A experiência da Dinamarca em defesa é muito valorizada. Estou convencida de que tanto a Dinamarca quanto a UE vão se beneficiar desta decisão", escreveu no Twitter.

A mudança é mais uma implicação direta na política de defesa dos nórdicos —Suécia e Finlândia, por exemplo, formalizaram pedidos de adesão à Otan, a aliança militar ocidental, após décadas de neutralidade.

"Quando ameaças à liberdade batem à porta da Europa e há guerra novamente em nosso continente, não podemos ser neutros", disse Frederiksen após os resultados.

"A Dinamarca enviou um sinal muito importante aos nossos aliados da Europa e da Otan e também a [Vladimir] Putin; mostramos que, quando Putin invade um país livre e ameaça a estabilidade da Europa, reagimos", seguiu.

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