Dinamarca decide em referendo se integra Acordo de Defesa da UE

As últimas pesquisas dos institutos de opinião mostram que 65% dos eleitores da Dinamarca são a favor de fazer parte da política de defesa do bloco europeu. O referendo dinamarquês acontece após a Suécia e a Finlândia decidirem se juntar à Otan. Essa é a maior mudança nos acordos de segurança na região Nórdica das últimas décadas.

Fernanda Melo Larsen, correspondente da RFI em Copenhague

Os 4,3 milhões de eleitores da Dinamarca vão às urnas nesta quarta-feira (1°) para dizer sim ou não ao Acordo de Cooperação de Defesa da União Europeia (UE). A invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro deste ano, é o principal motivo da primeira-ministra Mette Frederikesen ter convocado este referendo, em março deste ano. A convocação teve o apoio da maioria dos partidos no parlamento dinamarquês, o Folketing. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os custos dessa adesão de cooperação na Defesa da União Europeia serão de aproximadamente 26,6 milhões de coroas dinamarquesas, aproximadamente R$ 18 milhões por ano.

A Dinamarca é membro da União Europeia desde 1973, mas freou a transferência de mais poder para Bruxelas em 1992, quando 50,7% dos dinamarqueses rejeitaram o Tratado de Maastricht, o tratado fundador do bloco europeu. Em dezembro de 2015, os dinamarqueses também votaram “não” ao fortalecimento de sua cooperação com a União Europeia em questões policiais e de segurança por medo de perder sua soberania sobre a imigração.

O voto não é obrigatório

Jovens são a maioria dos indecisos


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