Dinheiro físico ganha espaço na economia em meio à pandemia

Álvaro Campos e Fernanda Bompan, do Valor Investe
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O universo financeiro passou por uma verdadeira transformação digital nos últimos anos, com o surgimento de novas tecnologias, como o Pix e o open banking, além da concorrência de fintechs. Mas uma forma de pagamento bastante tradicional ganhou espaço em 2020: o dinheiro em papel.

Impulsionada pelo pagamento do auxílio emergencial, em meio à pandemia, a quantidade de notas em circulação aumentou fortemente e levou consigo empresas que trabalham com numerário, como operadoras de caixas eletrônicos, transportadoras de valores e mesmo algumas fintechs.

Hoje, as cédulas e moedas em circulação na economia brasileira somam R$ 340,879 bilhões. Ao fim de fevereiro de 2020, antes da eclosão da pandemia por aqui, esse volume era de R$ 259,340 bilhões, ou seja, em pouco mais de um ano houve um aumento de 31,4%.

A demanda por dinheiro em papel foi tanta que o Banco Central (BC) foi obrigado a antecipar o lançamento da nota de R$ 200, mas a produção ainda é baixa — há apenas 63,3 mil cédulas desse tipo em circulação, o menor número de todas as notas e bem atrás das cédulas de R$ 1, com 148,7 mil.