Diniz bate martelo nesta segunda, e Fluminense vive 'Dia D' para saber se fará ou não proposta por Vina

Os corredores do Fluminense só irão falar de um nome nesta segunda-feira: o do meia Vina. Isso porque será neste dia que o tricolor irá decidir se dará prosseguimento às conversas com o empresário André Cury e se fará — ou não — proposta pelo atleta do Ceará. A opinião do técnico Fernando Diniz será decisiva para a decisão da diretoria.

Caso o 'sim' seja dado por Diniz, uma nova novela será iniciada. Isso porque a aprovação do treinador não significa que o Fluminense trará o jogador de imediato. A sinalização será dada ao empresário do jogador, que irá abrir negociações com o Ceará. O clube cearense não promete oferecer vida fácil, mas a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro pode facilitar a saída.

Outros clubes que demonstraram interesse em Vina, como o Vasco e o Grêmio, esbarraram no mesmo problema: o alto salário que o atleta recebe no Ceará e o fato de o Vozão só aceitar liberá-lo em definitivo. Também houve clubes brasileiros que deixaram a negociação ao saber das cifras.

Vina seria uma forma de repor o espaço deixado por Nathan, que decidiu permanecer no Atlético-MG e não renovou o contrato de empréstimo com o Fluminense, e adicionar mais um meia de armação para o elenco do técnico Fernando Diniz. Como terá menos receita do que se estivesse na Série A do Brasileiro, o Ceará economizaria algo em torno de R$ 12 milhões caso Vina cumprisse o contrato até o fim.

Caso o 'não' seja a resposta, o Fluminense voltará a observar o mercado. Desde a saída de Nathan, dezenas de jogadores foram oferecidos ao tricolor e alguns agradaram. Vina foi um deles. Mas não é o único.

Após a confirmação do interesse do Fluminense em Vina, o EXTRA entrou em contato com Robinson de Castro, presidente do Ceará, que ainda não estipulou um preço pelo atleta por não ter recebido nenhuma proposta oficial.

— Não recebemos proposta, não. Tudo que sei vem de jornalistas do Rio de Janeiro. Não estipulo preço enquanto não houver proposta. Tem contrato e está nos planos para 2023 — disse o presidente do Ceará.

O meio-campista tem o desejo de voltar a vestir a camisa tricolor, mas por respeito ao clube nordestino não forçará uma saída.