Dino afirma que atos golpistas serão apurados

BRASÍLIA, DF, 01.01.2023 - PÚBLICO-POSSE-LULA - O futuro ministro da Justiça, Flavio Dino, interage com o público que aguarda a chegada do presidente Lula na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para a cerimônia de posse do petista, neste domingo (1º). (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 01.01.2023 - PÚBLICO-POSSE-LULA - O futuro ministro da Justiça, Flavio Dino, interage com o público que aguarda a chegada do presidente Lula na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para a cerimônia de posse do petista, neste domingo (1º). (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Na primeira parte da posse de Lula, no Congresso, neste domingo (1º), o novo ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), garantiu que "ninguém vai inventar crimes" para punir os bolsonaristas que protestam contra o resultado das eleições, mas que todas as investigações irão até o fim.

"Nenhum inquérito policial vai ser instaurado sem base indiciária mínima, ou seja, ninguém vai inventar crimes. Por outro lado, não haverá uma espécie de anistia mágica. Haverá a aplicação da lei", afirmou.

Segundo Dino, indícios apontam que há uma "rede criminosa" por trás dos atos. As investigações, segundo ele, apuram as ligações entre bloqueios de estrada, protestos em quartéis, episódios de violência e de vandalismo que ocorrem pelo país desde o final de outubro.

"Havia um engendramento, havia uma arquitetura institucional em que pessoas incentivavam, pessoas financiavam, outros executavam e havia aqueles que se omitiam na apuração dos crimes. Então essa rede criminosa é que vai ser investigada", afirma o ministro.

Sobre os acampamentos bolsonaristas que ainda persistem, Dino vê uma "tendência de esvaziamento". Ele afirma que o ministro da Defesa, José Múcio, deverá "construir uma solução definitiva" com as Forças Armadas para remover as instalações.

Nós temos a certeza de que nenhuma dessas pessoas que atacaram o Estado Democrático de Direito, e que ensaiaram terrorismo, atuou voluntariamente. Isso é muito evidenteSenador eleito Flávio Dino (PSB), novo ministro da Justiça