Dino autoriza Força Nacional na Esplanada em reação a protesto bolsonarista

*Arquivo* BRASÍLIA, DF, 02.01.2023 - O ministro Flávio Dino durante sua posse do ministério da Justiça, em Brasília. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
*Arquivo* BRASÍLIA, DF, 02.01.2023 - O ministro Flávio Dino durante sua posse do ministério da Justiça, em Brasília. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Justiça, Flávio Dino, autorizou o uso da Força Nacional deste sábado (7) até segunda-feira (9) para auxiliar na proteção da Esplanada dos Ministérios.

A decisão ocorreu devido à convocação de manifestações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inconformados com o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter tomado posse como chefe do Executivo.

A portaria assinada por Dino determina "o emprego da Força Nacional de Segurança Pública para auxiliar na proteção da ordem pública e do patrimônio público e privado entre a Rodoviária de Brasília e a Praça dos Três Poderes".

Nas redes sociais, o ministro afirma que adotou a medida "em face de ameaças veiculadas contra a democracia".

Apoiadores do presidente ainda estão acampados em frente à sede do Exército, em Brasília, e convocaram a população nos últimos dias para ir à capital engrossar as manifestações contra o petista.

Mais cedo, Dino já havia afirmado nas redes sociais que está em diálogo com as direções da Polícia Rodoviária Federal para definir "novas providências sobre atos antidemocráticos que podem configurar crimes federais".

"Sobre uma suposta 'guerra' que impatriotas dizem querer fazer em Brasília, já transmiti as orientações cabíveis à PF e PRF. E conversei com o governador Ibaneis e o ministro Múcio", afirmou.

Neste sábado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), também tomou uma decisão sobre o tema ao derrubar decisão de um juiz de plantão de Minas Gerais que autorizava o retorno de um manifestante ao acampamento bolsonarista desmontado nesta sexta-feira (6) pela Guarda Municipal de Belo Horizonte em frente a um quartel do Exército para pedir um golpe militar.