Dino diz que operação da PF para prender suspeitos de vandalismo em Brasília busca garantir a ‘proteção à vida e ao patrimônio’

O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB-MA), comentou nesta quinta-feira a operação da Polícia Federal que mira desarticular a organização e a realização de atos antidemocráticos e violentos nas últimas semanas em Brasília, às vésperas da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Dino chamou os ataques à PF, há duas semanas, de "terrorismo".

Ainda abatido pela derrota e temendo Justiça: Bolsonaro deve deixar o país nos próximos dias

Governo eleito: Sonia Guajajara é confirmada como ministra dos Povos Indígenas

"As ações policiais em curso visam garantir o Estado de Direito, na dimensão fundamental da proteção à vida e ao patrimônio. Motivos políticos não legitimam incêndios criminosos, ataques à sede da Polícia Federal, depredações, bombas. Liberdade de expressão não abrange terrorismo", escreveu o futuro ministro no Twitter.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira uma operação em que cumpre 32 mandados de prisão e de buscas no Distrito Federal e em outros sete estados. Até o momento, três pessoas foram presas.

A ordem foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Um dos mandados está sendo cumprido em um hotel na capital federal. Os alvos participavam das manifestações antidemocráticas realizadas em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília. Os alvos são suspeitos de terem atuado na tentativa de invasão do prédio da PF, no último dia 12, além de terem realizado atos como a depredação e o incêndio de veículos.

Houve apreensão de armas e munições nos endereços dos investigados. A operação é realizada em conjunto com a Polícia Civil e foi batizada de Nero, em referência ao imperador a quem se atribui ter provocado um grande incêndio na Roma antiga.