Dino e Pacheco condenam invasão das sedes dos três Poderes em Brasília; secretário do DF determina ‘providências imediatas’

Autoridades condenaram a invasão de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro aos prédios do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo. Em publicação no Twitter, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, chamou a ação dos manifestantes de “absurda tentativa de impor a vontade pela força” e afirmou estar na sede da pasta em Brasília.

“Essa absurda tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer. O Governo do Distrito Federal afirma que haverá reforços. E as forças de que dispomos estão agindo. Estou na sede do Ministério da Justiça”, escreveu Dino.

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse repudiar os atos antidemocráticos e pediu que eles sofram “o rigor da lei com urgência”. O parlamentar afirmou ainda que conversou com o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). Vídeos que circulam na internet mostram manifestantes depredando prédios das sedes dos três Poderes na capital.

“Conversei há pouco, por telefone, com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, com quem venho mantendo contato permanente. O governador me informou que está concentrando os esforços de todo o aparato policial no sentido de controlar a situação. Na ação, estão empenhadas as forças de segurança do Distrito Federal, além da Polícia Legislativa do Congresso. Repudio veementemente esses atos antidemocráticos, que devem sofrer o rigor da lei com urgência”, disse Pacheco também no Twitter.

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, atual secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, classificou as imagens da invasão como “cenas lamentáveis” e confirmou ter determinado reforços para restabelecer a ordem na capital.

“Cenas lamentáveis agora na Esplanada dos Ministérios. Determinei ao setor de operações da SSPDF, providências imediatas para o restabelecimento da ordem no centro de Brasília”, escreveu.