Dino não acredita em Moro com força em 2022, mas 'torce': "Seria bom para rachar o bolsonarismo"

Redação Notícias
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O governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B) fala com exclusividade ao Yahoo Notícias em live realizada em nossa página no Facebook. Um dos responsáveis por “prever” que o ex-ministro Sergio Moro não se candidataria em 2022, ele comentou a posição atual do ex-juiz, que tem se aproximado das figuras do dito “centro” da política nacional.

“É uma aposta minha [que Moro não terá força em 2022], uma torcida também. Uma candidatura do Moro não tem viabilidade por ele ser ‘garantidor’. O Bolsonaro é filho dessas sentenças, elas ajudaram a criar o bolsonarismo. Por isso sigo com minha análise de que ele dificilmente terá uma candidatura viável. Essas reuniões dele [ com membros do centrão] são mais uma tentativa de quebrar o isolamento dele depois de romper com o Bolsonaro. Eu até gostaria que ele se candidatasse pra rachar os votos bolsonaristas", ponderou Dino.

Ele acredita, no entanto, que Bolsonaro seria o maior derrotado em uma eventual candidatura.

“Bolsonaro viveu seu ápice neste ano, agora ele irá entrar em queda. Ele não chegará totalmente destruído em 2022, mas bem mais frágil. E essa possível candidatura do Moro ajudaria a enfraquece-lo no campo da direita", finalizou.

QUEM É FLÁVIO DINO

Advogado, político, professor e ex-juiz federal, Flávio Dino foi uma das surpresas das eleições de 2014, quando ganhou o estado do Maranhão pela primeira vez. Quatro anos mais tarde, voltou a ser eleito governador do estado pelo qual também foi deputado federal entre 2007 e 2011.

Dino foi nome marcante da administração da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), na qual foi nomeado presidente da Embratur entre 2011 e 2014. É dessa gestão que estão alguns de seus maiores percalços políticos.

A gestão de Dino a frente da Embratur ficou marcada por irregularidades supostamente ocorridas em 2012. À época, dirigentes da estatal afirmaram que não passava de “denúncias utilizadas indevidamente no processo eleitoral” daquele ano.

Quando assumiu o Maranhão, Dino esteve de frente com um dos maiores problemas penitenciários da história do país com a crise no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, palco de seguidas e sangrentas revoluções.

Sua eleição para governador do Maranhão acaba sendo simbólica por romper com anos de perpetuação no poder da Família Sarney, representada então pela governadora à época, Roseane Sarney. Desde o término da Era Vargas o Maranhão realizou doze eleições diretas e três indiretas para o governo do estado e nisso o poder foi exercido por Vitorino Freire até o Regime Militar de 1964 e desde então por José Sarney.