Diplomatas trabalham para evitar ataque à capital da Etiópia

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Primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed

ADIS ABEBA (Reuters) - Esforços diplomáticos para tentar evitar um ataque à capital da Etiópia ganharam ritmo nesta quinta-feira depois que forças de Tigré do norte do país avançaram na direção da cidade nesta semana.

Acredita-se que o enviado especial dos Estados Unidos para o Chifre da África, Jeffrey Feltman, chegará a Adis Abeba ainda nesta quinta-feira para pressionar pela suspensão das operações militares e pelo início da negociação de um cessar-fogo.

O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, pediu uma reunião de líderes do bloco Autoridade Intergovernamental de Desenvolvimento em 16 de novembro para debater o conflito, no qual o governo central enfrenta a Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF) e seus aliados.

Separadamente, o bloco do leste africano apelou por um cessar-fogo imediato e pediu que as partes mostrem comedimento, arrefeçam as tensões e resolvam suas diferenças através do diálogo.

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, emitiu um comunicado na quarta-feira dizendo: "Os combates precisam parar!"

Ele pediu que as partes rivais "deponham suas armas e parem de lutar para conversar e encontrar um rumo para uma paz sustentável".

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que conversou com o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, na quarta-feira "para oferecer meus bons ofícios para criar as condições para um diálogo para que os combates parem".

(Da redação de Adis Abeba; reportagem adicional de George Obulutsa e Ayenat Mersie em Nairóbi)

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