'Direitos humanos é para a vítima, esse vagabundo que se exploda', diz Bolsonaro sobre estupro em hospital

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Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que é lamentável que o anestesista preso em flagrante no Rio, acusado por estupro de mulheres durante o parto na Baixada Fluminense, não "apodreça para sempre na cadeia". Durante uma das cesáreas realizadas por Giovanni Quintella Bezerra no fim de semana, no Hospital da Mulher em Vilar dos Teles, em São João Meriti, parte da equipe que fazia operação suspeitou do comportamento do médico e filmou a ação dele com um celular escondido.

"É extremamente lamentável que a nossa Constituição não permita sequer que o maldito estuprador que abusou de uma paciente grávida anestesiada no RJ apodreça para sempre na cadeia, sem nenhum tipo de privilégio. Direitos humanos é para a vítima, esse vagabundo que se exploda!', publicou Bolsonaro no Twitter.

"Fiquei estarrecido ao saber do caso brutal do médico anestesista do Hospital da Mulher, em São João de Meriti, filmado estuprando uma paciente. Determinei que haja rigor e celeridade na apuração da denúncia gravíssima. O Governo do RJ dará todo amparo e apoio necessários à vítima. Além da investigação da Secretaria de Estado da Polícia Civil, está sendo aberta uma sindicância interna para tomar medidas administrativas, além de notificação ao Cremerj", afirmou.

A investigação que levou à prisão do médico começou após funcionárias da unidade de saúde desconfiarem da conduta do médico. A gravação registrou o homem colocando o pênis na boca de uma paciente quando ele participava do parto dela. A gravação foi entregue a investigadores da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti.

Enfermeiras e técnicas do Hospital da Mulher de Vilar dos Teles já vinham desconfiando da atitude do médico anestesista há meses. Para provar as suspeitas, elas passaram a gravar o especialista quando ele fazia os partos. E na noite do último domingo não foi diferente. As imagens serviram de prova para a prisão em flagrante do médico. De acordo com a Deam de São João de Meriti, a quantidade de sedativo aplicada por ele nas grávidas foi o estopim para a desconfiança da equipe. As funcionárias que denunciaram o médico contaram que, só neste domingo (10), Giovanni teria participado de outras duas cirurgias em salas onde a gravação não era possível.

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