Direto do front, repórter encontra corpos carbonizados e com marcas de violência que indicam barbárie em vilarejo da Ucrânia

KHARKIV, Ucrânia — Dez corpos de homens vestidos com peças de uniforme comuns aos soldados russos, que estavam há dias no estacionamento de um posto de combustíveis na entrada da cidadezinha de Kutuzivka, vilarejo perto de Kharkiv, na Ucrânia, exalavam o cheiro acre típico da carne putrefata. Alguns vertiam fluido corporal pelos orifícios naturais do corpo humano. Outros pelos ferimentos que lhes custaram a vida.

Quatro deles cuidadosamente alinhados para que, do alto, a composição formasse a letra Z, que se transformou em símbolo da ofensiva russa na Ucrânia. Usada inicialmente para identificar algumas unidades do Exército russo, assim como as letras O e V, a letra Z se popularizou e hoje é usada como peça de propaganda por Moscou.

Na Ucrânia, atos bárbaros como este não têm sido comuns, relata Yan Boechat para o GLOBO.

O repórter percorreu o vilarejo e, em diferentes pontos, encontrou e fotografou corpos vilipendiados, em área na qual têm sido travadas algumas das batalhas mais sangrentas da guerra.

LEIA AQUI os detalhes do testemunho de Yan Boechat, que acompanha o conflito, do front, desde fevereir.

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