Diretor do Butantan diz que suspensão dos testes da CoronaVac traz insegurança

Ana Letícia Leão e Silvia Amorim
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SÃO PAULO - O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, declarou nesta terça-feira que a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de interromper os testes clínicos da vacina CoronaVac, em função da suposta morte de um voluntário, causou indignação. O imunizante é desenvolvido pelo Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech.

Segundo ele, a Anvisa recebeu no último dia 6 um documento com a informação de que um participante do estudo clínico teve efeito adverso grave não relacionado à vacina. Em nenhum momento, ele frisou, teria sido usada a palavra "óbito".

O anúncio da suspensão dos testes ocorreu na noite de segunda. De acordo com Covas, a imprensa noticiou o fato vinte minutos após a Anvisa informar que teria uma reunião nesta terça sobre o assunto.

Ele diz que o processo acabou fomentando medo e insegurança.

– Não há nenhuma necessidade de se interromper os estudos. A troco de quê? – questiona ele.

Covas alegou sigilo para não dar detalhes sobre o caso, mas disse que a Anvisa possui dados de que o evento grave com o voluntário não tem relação alguma com a vacina.

– Hoje de manahã ocorreu uma reunião com a Anvisa para esclarecer todas as dúvidas. Interromper um estudo clínico causa sofrimento, dor e insegurança. Causa dificuldade naqueles que querem ser submetidos ao estudo. – completou Covas.

Ele diz esperar a retomada dos estudos entre hoje e amanhã.

– Não há motivo para protelar isso. Essa vacina não teve reação adversa grave. É a vacina mais segura até esse momento.

Dimas Covas também fez um apelo à Anvisa.

quero acreditar que a anvisa seja técnica e independente. a anvisa é a guardiã sanitária dopaís, ela tem que se preocupar sim com tudo o que é produto de saúde, tem que ter critérios. ela é reconhecida internacionalmente. se esse episódio representa aguma mudança, não creio e não quero acreditar nisso. vou atribuir a isso uma dificuldade comunicação". dimas