Diretor da AIEA denuncia ataques 'deliberados e seletivos' contra usina de Zaporizhzhia

O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou neste domingo (20) que os ataques à usina nuclear ucraniana de Zaporizhzhia foram "absolutamente deliberados e seletivos", e considerou a situação como "extremadamente grave", durante uma entrevista à emissora francesa BFMTV.

"Uma dúzia de ataques" teve como alvo a central, segundo Grossi, que, sem atribuir responsabilidade às forças russas ou ucranianas, expressou indignação pelo fato de que alguns "considerem que uma usina nuclear seja um alvo militar legítimo".

Ele também instou os autores a "pararem com esta loucura".

"As pessoas responsáveis por isto sabem onde estão  atacando. [Os ataques] são absolutamente deliberados e seletivos", acrescentou.

Rússia e Ucrânia trocaram acusações neste domingo pelo bombardeio à usina no sul da Ucrânia, ocupada militarmente pelo exército russo.

"A central está na linha de frente, há atividades militares que são muito difíceis de identificar, há tropas russas e ucranianas operando", disse Grossi.

A Rússia, que realiza uma ofensiva na Ucrânia desde 24 de fevereiro, ocupa militarmente o território da usina e o presidente russo, Vladimir Putin, reivindica sua anexação, assim como de quatro regiões ucranianas.

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