Diretor da Anvisa rebate críticas de Queiroga sobre vacinação de crianças

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Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, testou positivo para a Covid-19. (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)
Antonio Barra Torres, diretor-geral da Anvisa. (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)
  • Ministro diz querer fazer amplo debate com a sociedade e ouvir especialistas

  • Barra Torres afirma que já foram feitas análises necessárias

  • Decisão também foi criticada por Bolsonaro

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra covid-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que ainda quer ouvir especialistas e a sociedade antes de começar a vacinação do grupo.

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, respondeu à declaração nesta quinta-feira (16), em entrevista ao canal Globo News.

"Não trata-se apenas de uma decisão dos comitês técnicos da agência com seus mais de 20 anos de experiência. (...) As sociedades médicas (também) nos deram a segurança para promulgar a decisão que fizemos com base técnica, nada de política, nada de outras influências", declarou Barra Torres. "E o que esperamos agora é uma análise o mais rápida possível (por parte do ministério)", completou.

"Eu tenho certeza que o senhor ministro de estado, ao contatar essas entidades, terá logicamente os mesmos pareceres que nós tivemos e hoje foram colocados em público", disse.

Em sua live semanal nesta quinta, o presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou a exigir que os nomes dos responsáveis pela autorização sejam divulgados. Ele colocou dúvidas na atuação da Anvisa que chegou à decisão. Além disso, para ele, cabe aos pais a decisão de vacinar seus filhos.

"Não sei se são os os diretores e o presidente que chegaram a essa conclusão ou é o tal do corpo técnico, mas, seja qual for, você tem o direito de saber o nome das pessoas que aprovaram aqui a vacina a partir dos cinco anos para o seu filho. (...) Agora mexe com as crianças. Então quem é responsável é você pai. Tenho uma filha de 11 anos. Vou estudar com a minha esposa qual decisão tomar", disse o presidente.

O ministro da Saúde disse que irá fazer uma “ampla discussão” com a sociedade sobre o tema, incluindo o Conselho do Ministério Público Federal e o Conselho Nacional de Justiça.

"A aplicação de dose da vacina em criança depende de momento epidemiológico, tem uma série de avaliações", afirmou Queiroga.

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