Diretor da Anvisa será ouvido pela CPI da Covid na próxima terça

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El director de Anvisa, Antonio Barra Torres, da una conferencia de prensa en las oficinas de la agencia en Brasilia, el martes 10 de noviembre de 2020, sobre las pruebas de una vacuna experimental contra el coronavirus, CoronaVac. (AP Foto/Eraldo Peres)
Diretor da Anvisa, Antonio Barra Torres, vai depor na CPI da Covid no Senado na terça, dia 11 (AP Foto/Eraldo Peres)
  • CPI da Covid adiou depoimento do diretor da Anvisa para a próxima terça (11)

  • Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação, vai depor na quarta-feira (12)

  • Ex-ministro Ernesto Araújo e representante da Pfizer serão ouvidos pela CPI na quinta-feira (13)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado adiou para a próxima terça-feira (dia 11) o depoimento do diretor-presidente da Anvisa, Anderson Barra Torres.

Inicialmente marcado para hoje, a oitiva teve que ser remarcada, pois os senadores ainda ouvem o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A sessão começou às 10h e ainda não terminou.

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Com isso, o cronograma de depoimentos foi remarcado para:

  • Anderson Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa (11/05)

  • Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência da República (12/05)

  • Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores (13/05)

  • Marta Díez e Carlos Murilo, representantes da farmacêutica Pfizer (13/05)

  • Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde (19/05)

A CPI remarcou o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, depois que ele comunicou que teve contato com pessoas com suspeita de Covid.

Queiroga foge das perguntas de senadores

Questionado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre tratamento precoce durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não respondeu e causou irritação de parlamentares.

"No momento oportuno ela será dada", disse Queiroga.

"Se o ministro não tem opinião sobre isso estamos muito mal", afirmou Tasso.

O relator Renan Calheiros (MDB-AL) se irritou diversas vezes com a falta de respostas objetivas do chefe da Saúde. Queiroga afirmou que “vários sistemas de saúde do mundo tiveram dificuldade” no enfrentamento da crise sanitária.

“Não dá para comparar porque nenhum chefe de Estado chamou a Covid de gripezinha”, rebateu Renan.

O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), também insistiu: “Recomendo que o senhor responda, cargos passam. A história fica. E pelo andar da carruagem, se troca de ministro da Saúde como se troca de camisa”.

Pressionado por Renan Calheiros sobre o motivo do colapso na saúde, Queiroga culpou a “imprevisibilidade biológica” e a falta de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o ministro, não houve pressão do governo federal para uso da cloroquina e ele não teve conhecimento de distribuição do medicamento em sua gestão.

“Não tratei com presidente sobre protocolos e remédios. Houve um compromisso de usar os recursos públicos para atender a população e formar um corpo técnico”, disse Queiroga.

Não autorizei e não tenho conhecimento de que esteja havendo distribuição de cloroquina na minha gestão”.

Quantidade de vacinas contratadas contra covid-19

Questionado pelo relator sobre a quantidade de vacinas contratadas, Queiroga se atrapalhou nos números.

“Qual é a verdade? Qual o volume de vacinas contratadas?”

“Isso já foi falado. 560 milhões. Não. Pera. 430 milhões. 430”, responde o ministro com a ajuda de um secretário.